Uso de maconha no Brasil: proibir ou legalizar?
Enviada em 26/09/2020
Uso da maconha no brasil: Proibir ou Legalizar?
Segundo o filósofo inglês John Locke, onde não há lei, não há liberdade, nesse sentido, é plausível aplicar o ideal no debate sobre a legalização, ou não, da venda e do uso da maconha no Brasil. Tal importância deve-se ao possível tratamento de doenças psiquiátricas e à aplicação da definição de liberdade que se resume no direito de agir segundo seu livre-arbítrio.
Primeiramente, é imperativo ressaltar a utilização de canabidiol (componente da maconha) no tratamento de doenças psiquiátricas, como afirma Itiro Shirakawa, da Associação Brasileira de Psiquiatria, entretanto, há pesquisas que estão estudando a possibilidade de utilizar o THC no tratamento de outras doenças como mal de Parkinson. Logo, infere-se que embora a maconha seja considerada maligna, ela possui componentes muito úteis no tratamento de doenças.
Outrossim, convém destacar que em países considerados desenvolvidos como Estados Unidos (EUA), Canadá e Holanda, o uso da maconha é legalizado, aplicando assim o real significado de liberdade e permitindo o cidadão realizar o que crê que é melhor para si próprio. Portanto, fica evidente que além da função medicinal, a maconha pode mudar a concepção de liberdade no Brasil, porém sempre transparecer os riscos e prejuízos que podem ser causados ao cidadão.
Posto isso, é preciso que medidas sejam tomadas a fim de auxiliar os pacientes que sofrem de doenças psiquiátricas e garantir que cada membro da sociedade tenha o direito de tomar suas próprias decisões. Logo, cabe ao Ministério da Saúde e ao congresso, averiguar quais são as substâncias que podem tomar a função de medicamentos e permitir, através de leis, a venda da maconha, por farmácias, para maiores de 21 anos, respectivamente. Dessa maneira, haveriam leis para limitar o uso da droga, porém preservaríamos a liberdade individual, como defende John Locke.