Uso de maconha no Brasil: proibir ou legalizar?

Enviada em 07/11/2020

A cannabis (maconha) é conhecida a mais de 5 mil anos e desde esse período ela era utilizada para fins medicinais, no entanto, ao longo dos anos seu uso passou a ser com finalidade recreativa. Hodiernamente, muito se tem discutido sobre sua descriminalização, uma vez que a erva poderia ser empregada na produção de vários fármacos. Contudo, há inúmeros fatores á serem levados em conta, como o aumento da criminalidade e de doentes mentais.

A princípio, vale frisar a importância do uso da cannabis para a produção de medicamentos que tratam várias doenças como a esquizofrenia. Contudo, quando conduzida de forma clandestina e utilizada de maneira errada, sua eficácia pode ser alterada causando sérios danos ao paciente. Neste contexto, vale salientar que a maconha é uma planta psicoativa e seu uso prolongado pode interferir nos neurônios comprometendo algumas funções cerebrais. Em alguns casos pode causar a dependência e outros problemas, como crises de ansiedade, distúrbios e perdas de memória.

Outrossim, com a descriminalização da maconha, haveria uma provável diminuição do narcotráfico no país, porém é importante salientar que o Brasil não está estruturalmente preparado para as prováveis consequências dessa liberação, como o aumento da criminalidade. No Uruguai, primeiro país a liberar a erva, foi observado um resultado ambíguo em relação ao narcotráfico, contudo, houve um aumento significativo de homicídios no país.

Logo, com os dados expostos faz-se necessária a resolução da problemática. Assim, o Poder Legislativo deve criar uma lei, a qual permita o uso da cannabis para fins medicinais. Cabe ao Ministério da Saúde somado as mídias a criação de campanhas, que alertem a população sobre o uso indiscriminado da maconha e suas consequências ao cérebro.