Uso de maconha no Brasil: proibir ou legalizar?

Enviada em 05/11/2020

Portugal, assim como Estados Unidos e Holanda, optou pela legalização das drogas, como a maconha, e em consequência, o número de usuários caiu muito. Além de descriminalizar o país forneceu suporte clínico aos que precisavam e permitiu o cultivo. O Brasil, ao contrário de Portugal, sofre diariamente com guerras entre traficantes e a milícia, não só tirando vidas inocentes, mas também marginalizando os usuários da maconha. A proibição no país, causa violência extrema nas favelas, não oferecem suporte para os que querem parar com o uso e, além disso, gera um grande gasto econômico com a perseguição e prisão dos envolvidos.

Em primeiro lugar, é importante ressaltar a violência vivida diariamente nas comunidades pelas cidades. No documentário “Notícias de uma Guerra Particular” é possível ver o que de fato ocorre na favelas do Rio de Janeiro. Por um lado, os traficantes mostram os ataques que a comunidade sofre, a força e as armas usadas pela polícia e dizem que revidam igualmente para sobreviver. Por outro lado, os policiais falam da guerra que enfrentam e se orgulham em matar ou capturar algum envolvido. Tal tirania é seguida de mortes e, em consequência, a culpa e o preconceito apenas com traficantes.

Outrossim, as prisões feitas e a milícia geram um gasto muito alto para o Governo. Decerto, o custo para manter os prisioneiros nas cadeias e treinar os policiais, comprar armas e uniformes e o salário destes é exuberante, comentado inclusive, pelo diretor geral da milícia no documentário citado. Na verdade, esse diz que o dinheiro gasto poderia ser usado em outra forma de combate: nas clínicas de reabilitação, mas que a melhor forma de combater a violência, é com mias violência.

Diante do exposto é evidente que a descriminalização da maconha é a melhor alternativa para o fim da guerra cotidiana. O Governo Federal, aliado a Justiça Estadual, deveria legalizar o uso da maconha, por meio do redirecionamento do dinheiro usado na milícia para a criação de clínicas e suporte médico aos usuários, da mesma maneira que Portugal fez, de tal forma que a violência e o número de usuários diminuam, melhorando a qualidade de vida desses e dos habitantes de favelas.