Uso de maconha no Brasil: proibir ou legalizar?

Enviada em 02/12/2020

O consumo humano da cannabis -ou maconha, como a chamam popularmente- teve início em 3000 a.C e seu uso era voltado para recreação, medicamentos e rituais religiosos/espirituais. Entretanto, atualmente, no Brasil, está em aberta a pauta sobre sua legalização. No entanto, para que essa medida seja resolvida, o país e a população devem estar cientes, tanto dos benefícios, quanto dos malefícios que ela pode trazer

Em primeiro lugar, a planta pode beneficiar o ramo medicinal e ajudar no tratamento de muitas pessoas. Segundo a Organização Mundial da Saúde, o canabidiol -ou somente CBD- um derivado da erva, não deve mais ser tratado como uma droga, já que a substância pode auxiliar no combate de doenças, como: epilepsia, ansiedade, esclerose múltipla e dor crônica. Portanto, ela ajudaria os médicos a tratarem de seus pacientes e a medicina pode avançar com seu uso.

Ademais, de acordo com o Segundo Levantamento Nacional de Álcool e Drogas, 1,5 milhões de brasileiros, adolescentes e adultos, usam maconha diariamente e esse número pode crescer se ela for legalizada no país. Logo, isso traria malefícios à população, já que a droga apresenta uma substância chamada delta-9-tetra-hidrocanabinol -ou apenas THC- que afeta o funcionamento do sistema vascular e nervoso central. Além disso, pode provocar mudanças de humor, perda de memória, disforia, pânico, agressividade e perda de apetite.

Portanto, para que a questão da legalização da maconha no Brasil seja resolvida, o Ministério da Saúde deve criar, por meio de um projeto de lei entregue à Câmara dos Deputados, um programa de fiscalização sobre o uso da planta no país, para que a mesma tenha destino, apenas, para fins medicinais, impedindo seu uso de modo ilícito. Dessa forma, o país poderá avançar na medicina e diminuir o índice de consumidores da erva, melhorando, assim, a qualidade de vida de seus cidadãos.