Uso de maconha no Brasil: proibir ou legalizar?
Enviada em 07/12/2020
A planta Cannabis Sativa, popularmente conhecida como “maconha”, pisou em terras brasileiras através dos escravos, e logo foi usada por índios e mantida entre jovens em fins recreativos, mas tal “recreação” foi a responsável pelo retrocesso social e econômico do país. Em consonância, legalizar para toda e qualquer finalidade seria beirar a prevalência da falta de desenvolvimento entre jovens e nutrir os gastos com medicina de trata- mento. Diante disso, cabe analisar os fatores que favorecem esse quadro.
Em primeiro lugar, a liberdade para consumo da erva seria um tumor social, uma vez que se teria um aumento de jovens e, consequentemente adultos que não contribuem com a evolução do território. Segundo Valentim Gentil, neurologista e psiquiatra, a substância psicoativa THC, presente na maconha, seria a responsável pelo desajuste cognitivo, pois desalinha o rendimento escolar e distancia o usuário do processo de socialização. Com isso, tem-se uma “poda sináptica”, ou seja, jovens com prejuízos irreparáveis e distantes de um “realinhamento social’'.
Em segunda ótica, a promoção da legalidade no consumo da maconha produziria um congestionamento no SUS (Sistema Único de Saúde) que seria proporcional ao aumento dos gastos com medicina de tratamento. De acordo com o G1, o Estado do Espírito Santo gastou cerca de 114 milhões de reais em oito anos por determinações judiciais para a compra de leitos particulares para pacientes que são dependentes químicos e com transtornos mentias. Entende-se, que favorecer o consumo seria “dá um tiro na própria perna”, isto é, promover o prejuízo “si mesmo”, manter a política proibicionista é solução para o não colapso social e orçamentário.
Infere-se, pois, que o uso ilegal de maconha deve ser combatido no Brasil. Mediante isso, cabe ao Ministério da Saúde a promoção de campanhas por meio de vídeos breves feitos com a presença de médicos e psiquiatras que informem as consequências irreparáveis da maconha, vídeos esses que serão transmitidos em horários comerciais. Resultado disso, serão jovens e adultos ativos e uma diminuição dos gastos públicos.