Uso de maconha no Brasil: proibir ou legalizar?

Enviada em 14/01/2021

Na série da Netflix Disjointed a narrativa se passa em uma loja de cannabis para uso medicinal, que ajuda diversas pessoas com problemas que são tratados com a erva, além disso, também é representado o uso recreativo apenas como entorpecente tranquilizante. Atualmente a droga é a mais consumida no Brasil, por isso, muitas pessoas reivindicam a sua legalização da. Porém alguns obstáculos impedem isso, como o preconceito com os usuários, e a desinformação sobre o uso da droga.

Em primeiro plano, na segunda metade do século XX o EUA afirmou que as drogas eram o inimigo público número um, e a partir disso começou uma guerra contra às drogas, que se tornou um exemplo global. Em consequência a isso, o uso recreativo da maconha foi reprimido, e assim as pessoas desenvolveram um falso estereótipo, que todos que usam maconha estão associados à criminalidade e trafico. Sendo assim um possível impasse para a legalização.

Ademais, a falta de conhecimento das pessoas sobre os efeitos da droga agrava o preconceito com os usuários. O senso comum entende que a maconha é uma droga que causa dependência aos usuários, porém uma pesquisa feita sobre o uso da maconha apresenta que, 83% das pessoas que fumaram pelo menos uma vez não usam mais. Em vista disso, é possível afirmar que a erva não causa dependência, e que existe um grande desconhecimento sobre o seu uso.

Sob essa ótica, urge que o Estado, através de parcerias com as mídias televisionadas, desenvolva uma campanha de informacionalização de modo imparcial sobre o uso da droga. Pois dificilmente as mídias falam abertamente do assunto, sem relacionar o uso da erva com criminalidade. Desta maneira possibilitando a manutenção da sociedade para a legalização da venda da maconha. E consequentemente a isso, diminuindo o tráfico de drogas.