Uso de maconha no Brasil: proibir ou legalizar?
Enviada em 27/05/2021
O escritor Cláudio Martins, em seu livro “O outro lado da droga”, retrata os malefícios causados aos dependentes familiares e todo o tecido social, tendo em vista que é necessária uma discussão mais aprofundada a respeito da legalização, pois essa pode não ser o melhor passo. Se por um lado o uso da cannabis para fins terapêuticos é uma boa opção, por outro, o aumento indiscriminado no número de usuários tem levado ao vício e à destruição.
A princípio, é importante ressaltar que o uso da maconha como forma medicinal tem sido algo positivo. Segundo a ANVISA, em 2020, entrou em vigor uma resolução que libera a comercialização de produtos à base de cannabis em farmácias de todo país. Nesse viés, percebe-se que mediante estudos e pesquisas a utilização de propriedades dessa planta tem sido útil no tratamento de dores crônicas, convulsões em crianças e várias outras doenças. Dessa forma, é necessário um cuidado em não criar estereótipos para as pessoas que fazem uso, além de haver mais pesquisas a fim de tratar as enfermidades, com cautela, estudos e responsabilidade.
Paradoxalmente, o uso desenfreado da droga tem trazido problemas para a sociedade. De acordo com Immanuel Kant, a liberdade traz responsabilidades. Entretanto, diante do uso da maconha, a falsa liberdade acarreta em não se tornar responsável por suas atitudes. Exemplo disso são os diversos atos ilícitos cometidos por pessoas sob efeito da droga e com experiências psicóticas. Ademais, o usuário começa com a cannabis, por conseguinte está dependente e com necessidade de drogas mais fortes, pois essas não têm mais o efeito esperado. Logo, o consumo aumenta, e pessoas começam a vender todos os seus pertences para comprar mias drogas, tendo sua vida destruída gradativamente.
Fica claro, portanto, que medidas precisam ser tomadas para que o Brasil não sofra com o lado obscuro da maconha. Em vista disso, cabe ao governo, como instância máxima da esfera administrativa, investir em políticas públicas voltadas para o cuidado com os dependentes químicos, por meio de casas de reabilitação, em diversos municípios, que forneça o tratamento necessário a fim de curar e fazer com que as pessoas entendam os malefícios causados pelo uso recreativo da maconha. Por fim cabe a ANVISA, continuar a investir em pesquisas científicas que colabore para o uso medicinal e terapêutico da droga, sendo esse um remédio ao paciente. Desse modo, a geração futura não terá os mesmos problemas que a atual.