Uso de maconha no Brasil: proibir ou legalizar?
Enviada em 05/07/2021
Cannabis, popularmente chamada de maconha, era utilizada desde o terceiro milênio antes de cristo, até se tornar ilegal no século XX. Desde então, o uso da planta se complicou — tanto pela proibição, quanto pelo preconceito. Contudo, a marginalização dessa substância fez com que os cidadãos se alienassem às possíveis vantagens de sua legalização, como, por exemplo, a rentabilização em cima da cannabis, que seria favorável para o Estado e às pessoas que usam medicamentos derivados da substância e a diminuição do narcotráfico.
Dessa forma, é imprescindível considerar a a opinião de economistas, que defendem a legalização da cannabis. Esses especialistas afirmam que, além de gerar um lucro considerável para o país, a medida poderia, também, baratear os custos de remédios que usam a planta em sua constituição. Ademais, essa atitude possibilitaria o controle de qualidade e a regulamentação da droga, que já foi liberada em diversos outros países, como o Canadá, onde é usada com paliativo.
Nesse sentido, considerando a possível regulamentação e maior controle sobre a substância, o ato facilitaria a luta contra o tráfico. Com a legalização, o contrabando da planta diminuiria consideravelmente, ao passo que não seria mais tão lucrativo. E com isso, a criminalidade também seria mitigada, já que teria menos candidatos para o crime, pois a legalização traria consigo novas ofertas, porém legais, de emprego.
Dessarte, para que os cidadãos possam compreender a profundidade da questão, mudanças são necessárias. Logo, é necessário que o Estado, em comunhão com a Anvisa, através de debates, torne legal o uso da cannabis e formule uma maneira exequível de manter o controle de qualidade, para que assim, dessa forma, através das tributações, possa transformar a produção em uma atividade rentável e diminua, consideravelmente, o preço dos remédios que usam a planta como base. Mas também, utilizando-se da mídia, maior veículo de informações e formadora de opiniões, transmita as informações, para que os cidadãos tenham a chance de compreender a questão e reavaliar seu posicionamento sobre a questão com mais consciência e clareza.