Uso de maconha no Brasil: proibir ou legalizar?

Enviada em 10/09/2021

No filme “Mac and Devin go to high school” é retratada a história de dois alunos que se aproximam pelo uso da maconha. Ao longo da trama, a narrativa revela que apesar de ser intensamente criminalizada, a planta também é usada para fins educativos. Fora da ficção fica claro que, a realidade apresentada na obra pode ser relacionada a de muitos brasileiros. Desta forma, convém analisar as causas e consequências do uso recreativo e educativo da maconha.

Em primeiro lugar, é importante destacar que, a pesquisa realizada pelo Levantamento Nacional de Álcool e Drogas (LENAD) afirma que 7% da população já experimentou maconha, e 42% faz o uso diário da mesma. Segundo a Lei Antidrogas, é proibido em todo território nacional o plantio e tráfico da droga. Entretanto, o Brasil é o segundo maior país no tráfico de maconha, gerando 75 bilhões de reais por ano, para os grupos que produzem e vendem, afirma o diretor do LENAD. Sob esse viés, é evidente que a legalização da planta colaboraria para que o dinheiro ganho com as vendas, fosse investido na educação, saúde e outros aspectos do Brasil, diz o economista Pedro Gonçalves.

Ademais, a Associação Brasileira de Apoio Cannabis Esperança é a única no país que produz óleos a partir da cannabis, para o tratamento de doenças como: Cancêr, HIV, Depressão e Parkinson, o médico Frederico Waclawovsky comprova resultados positivos com o uso dos óleos. Paralelamente, a falta de recursos financeiros para aprofundar as pesquisas sobre o uso educativo da maconha, é um impasse para a legalização. Certamente, a validação da planta geraria em torno de 5 bilhões de reais para cofres públicos, de acordo com o estudo realizado pela Consultoria Legislativa da Câmara dos Deputados,  reafirmando a fala de Pedro.

Portanto, torna-se necessário então, em vista dos elementos supracitados, a necessidade de uma intervenção, urge que o Congresso Nacional regularize a venda da cannabis em farmácias, por meio de uma lei entregue a câmara. Além disso caberá ao Ministério da Saúde realizar pesquisas com os lucros gerados. Desta forma, os usuários poderão comprar a planta em locais seguros e contribuirão para avanços na saúde brasileira, com o propósito de utilização da maconha para fins recreativos e educativos.