Uso de maconha no Brasil: proibir ou legalizar?
Enviada em 07/11/2021
A sociedade contemporânea funciona analogamente ao emaranhamento quâtico, fenômeno físico que interliga partículas, de modo que qualquer alteração em um impacta os demais. Nesse sentido, o uso da maconha no Brasil é um dilema que afeta a dinâmica social e, por conseguinte, todo o desenvolvimento da sociedade brasileira. Nesse prisma, destacam-se dois aspectos importantes: a estigmatição do uso da maconha e a influência da legalização nas políticas do Estado.
Mormente, é imperioso ressaltar que a maconha é vista socialmente como nociva, devido alguns fatores, como a desinformação, por exemplo. Sendo assim, segundo o filósofo Schopenhauer, todo homem toma os limites de seu próprio campo de visão como os limites do mundo. Dessa maneira, ao banalizar a cannabis como mais uma “droga” existente que coopera à mazela humana, múltiplos benefícios podem estar sendo vetados, ao passo que a erva possue componentes psicoterápicos que auxiliam no tratamento de divesas doenças, como afirma a Sociedade Brasileira de Medicina.
Sob esse viés, é mister destacar que uma possível legalidade do uso medicinal e recreativo da maconha abrange aspectos positivos para o país. Dessa forma, de acordo com o filósofo Sócrates, a ignorância é a base de sustentação das falhas humanas. logo, ao passo que a abordagem do cultivo e comércio da espécie é repudiado por governos conservadores e ideologias religiosas, contribui-se ao tráfico de drogas, já que a ilegalidade coolabora à criminalidade ao invés desta ser comercializada em farmácias e setores de revenda protocolados.
Depreende-se, portanto, a necessidade de medidas que venham elucidar sobre o uso da maconha no Brasil. Sob essa ótica, cabe aos neurocientistas, psiquiatras e neurologistas esclarecerem à população nacional a respeito do uso da cannabis e suas implicações à saúde, por meio de palestras e divulgações de conteúdos em meios democráticos de acesso, a fim de que concepções generalistas e doutrinadas por ideologias possam ser contestadas pela ciência. Somente assim, a sociedade e o Estado receberá benefícios deste produto ao “pensar fora da caixa”.