Uso de maconha no Brasil: proibir ou legalizar?

Enviada em 19/11/2021

A afirmação “O mais escandaloso dos escândalos é que nos habitumos a eles”, atribuída à filósofa Simone de Beauvoir, refere-se a estagnação da sociedade brasileira referente aos problemas da possível liberação da maconha. Nesse viés, torna-se crucial analisar os problemas: aumento dos problemas psiquiátricos e aumento do contrabando de maconha, que vão acontecer ao legalizar.

Em primero lugar, é preciso destacar que a inatividade do Estado potencializa o caos enfrentado por inúmeros cidadãos brasileiros que buscam tratar doenças comuns nos hospitais públicos. Esse contexto de inoperância dos setores de poder exemplifica a teoria do filósofo Jonh Locke, que descreve a incompetência das autoridades como violação do contrato social. Sob essa ótica, o governo é incapaz de ofertar saúde, visto as diversas matérias da rede Globo relatando pessoas morrendo no chão do hospital sem atendimento médico, ou seja, é impossível lidar com as enfermidades antigas e mais a esquizofrenia que é causada pelo THC, como foi dito pela Associação Brasileira de Psiquiatria. Logo, é preciso banir essa droga.

Além disso, é igualmente necessário destacar que produtos legalizados no Brasil são alvos de contrabandos, o que gera uma receita altíssima para os bandidos, então legalizar só irá fornecer mais dinheiro para criminosos. Posto isso, de acordo com a Gazeta do Povo, o cigarro que é legalizado, corresponde a 43% do total de mercadorias contrabandeadas e gera um lucro de 14 bilhões de reais para os marginais. Diante de tal exposto, a legalização não vai gerar nenhuma situação positiva para nenhum cidadão brasileiro, somente prejuízo na saúde e na economia. Assim, é preciso de forma veemente defender a não legalização.

Portanto, para o uso da maconha, urge que o Estado crie medidas, como propagandas que serão transmitidas na televisão para alertar sobre o malefício da droga, por meio de investimento privado. Somente assim, os jovens não enfrentarão uma doença grave como esquizofrenia e os bandidos não ficarão mais ricos com o contrabando. Ademais, a propaganda deve ser repercurtida em horário nobre, com a intenção de atingir o máximo de pessoas. Assim, a população não precisará se habituar com um país de doentes psiquiátricos.