Uso de maconha no Brasil: proibir ou legalizar?

Enviada em 18/05/2024

A obra cinematográfica “Tropa de Elite”, estrelada por Wagner Moura, retrata a corrupta realidade vivenciada pelos moradores das favelas do Rio de Janeiro, decorrente dos embates da polícia e dos traficantes locais. Paralelamente, percebe-se que tal conjuntura é recorrente na contemporaneidade, uma vez que o uso de entorpecentes não é legalizado no país, ocasionando altos índices de contrabando. Logo, nota-se essencial coibir a circulação de maconha ilegal pelo território brasileiro, objetivando diminuir o número de dependentes químicos na nação.

Em primeira análise, é indiscutível que maconha é a droga mais consumida no país, no qual 26% das pessoas afirmam já ter utilizado-a, conforme pesquisa feita pelo site “Expertise”. Sob esse viés, segundo o filósofo Jean Rousseau, “o indivíduo é fruto do meio no qual foi inserido”, ou seja, a romantização do uso de substâncias ilícitas, feita por filmes ou séries atuais, influenciam, diretamente, o fluxo destes entorpecentes no país, já que, por serem tratadas como “triviais”, causam um interesse ao espectador. Portanto, cabe ao Poder Judiciário desenvolver leis, com o intuito de embargar o consumo destas para fins pessoais.

Ademais, é indispensável afirmar que os aglomerados de tráfico de maconha afeta, sobretudo, a quantidade de dependentes no país. Neste contexto, diante dos malefícios ocasionados pelo uso da droga, como alterações cognitivas, incluindo déficit de aprendizado verbal, memória de curto prazo, atenção, dentre outros, parcela da população usuária torna-se inapta para a realização de atividades corriqueiras, prejudicando sua vida e a sociedade. Em consequência disso, foi contabilizado um aumento de 30% nos acidentes de trânsito ocasionados pela maconha desde 2013, aumentando 475,3% dos acidentes no Canadá.

Destarte, faz-se de suma importância a tomada de medidas visando mitigar o contrabando de maconha ilegal no Brasil. Urge, portanto, a conscientização social, a partir de palestras e aulas nas escolas, feitas por agentes do Ministério da Educação, com o intuito de reduzir o percentual de possíveis usuários pela proliferação das consequências do uso de drogas. Outrossim, é imprescindível a atuação do Governo Federal na criação de clínicas qualificadas de reabilitação para indivíduos que desejam suspender a utilização de entorpecentes.