Vazamento de fotos íntimas em questão no Brasil
Enviada em 02/09/2025
Apesar de a lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (doravante LGPD) garantir que todos os indivíduos possuem direito à privacidade e a segurança de seus dados nos meios sociais, na atualidade, tal garantia é deturpada, visto que o vazamento de fotos íntimas encontra-se presente na sociedade. Desse modo, a negligência governamental e o isolamento social são os principais pilares para esses conflitos.
Nesse sentido, vale ressaltar o desabono Estatal como perpetuador do impasse. Destarte, de acordo com o filósofo Maquiável em sua obra “O Príncipe”, o principal objetivo do governante é manter-se no poder, deixando em segundo plano bem comum. Sob essa ótica, denota-se um descasso por parte do governo, com baixo invetimento em infraestruturas que visam fiscalizar e garantir a segurança individual, já que políticas voltadas a proteção dos dados são demoradas e não oferecem retorno eleitoral imediato. Isso ocorre porque grande parte da população não enxerga a gravidade que é ter fotos íntimas expostas. Como resultado, esse crime permance fazendo novas vítimas a cada instante.
Ademais, surge exclusão social como resposta dessa alarmante panorama. Por essa perspectiva, segundo o Instituto de Psicologia da USP, vítimas de crimes cibernéticos tendem a criar o mecanismo psicológico de autoproteção ao qual acreditam que foram responsáveis por tal delito. Sob esse viés, pessoas que tiveram seus momentos íntimos exposto, sentem-se culpadas por terem gravado ou tirado fotos das suas intimidades. Tal autocrítica é tão grave que leva as vítimas a se isolarem e excluirem-se dos meios sociais.
Portanto, com intuito de mitigar o vazamento de fotos íntimas urge que o Estado, como promotor e garantidor do bem-estar social, disponibilize subsídios para que o Ministério da Segurança reverta essa verba na contratação de técnicos em tecnologia, que por meio do desenvolvimento de algoritmos que identificasse conteúdos de cunho intímimo, os deletariam e evitaria que fotos e vídeos fossem compartilhados. Além disso, cabe a mídia incentivar as vítimas a procurarem ajuda profissional e a denunciarem. Somente assim, a LGPD entrará em pleno vigor.