Vício em tecnologia: seremos dependentes das máquinas?

Enviada em 13/09/2019

As grandes revoluções industriais moldaram a sociedade que conhecemos. Do Século XVIII até o Século XX o mundo vivenciou a era da modernidade do qual o foco era unicamente a industrialização. Esta por sua vez, buscava além do lucro, avanços tecnológicos que possibilitaram maiores resultados aos meios de produção e comunicação. Embora atualmente estejamos na época da pós modernidade, a busca pelo progresso tecnológico continua sendo um dos principais focos. As pessoas estão cada vez mais conectadas e globalizadas, tudo pode ser resolvido em poucos cliques. Entretanto todo esse acesso possibilitou novas condutas nocivas ao comportamento social. Adequando esta realidade para o Brasil, percebe-se que este também tem como problema o uso abusivo dos meios tecnológicos. Em território brasileiro foi realizado uma pesquisa que quando associada com dados fornecidos pela OMS pode-se depreender que a utilização do meio “high-tech”, sem as devidas precauções, acarreta problemas de saúde. O IBGE constatou que 83% da população utiliza o celular por mais de dez horas por dia. 95% não conseguem realizar tarefas simples sem ter o smartphone por perto. Já a OMS divulgou que a utilização excessiva de meios tecnológicos como celulares, tablets, computadores, os principais responsáveis pela nomofobia. A nomofobia é um comportamento compulsório e, consequentemente, prejudicial à saúde humana decorrente de práticas abusivas da inovação e progresso. Os avanços foram tantos que só no Brasil 120 milhões de pessoas tem acesso a internet e utilizam tecnologia. Em contrapartida associado a todo esse progresso os médicos identificaram maiores casos de depressão, TOC e ansiedade e há pesquisas que buscam respaldar que as doenças supracitadas são em decorrência do mal-uso da tecnologia. Mediante a problemática exposta faz-se necessário medidas para deliberar o mal- uso do “progresso”, possibilitando assim sua retirada do posto de vilão. O Ministério das Comunicações juntamente com o MEC pode propor campanhas e projetos em que a população possa diferenciar o uso benéfico e maléfico de seus aparelhos, e mídia nacional deve corroborar explanando-os. Como já é comprovado que a nomofobia ocasiona danos, fica a cargo do Ministério da Saúde viabilizar um projeto que possa orientar, tratar e prevenir para que menos pessoas possam ser acometidas por esse tipo de comportamento.