Vício em tecnologia: seremos dependentes das máquinas?

Enviada em 09/09/2019

A Revolução Industrial foi o marco para o avanço das tecnologias, as quais tinham por objetivo proporcionar uma melhor qualidade de vida para população. Entretanto, devido ao uso sem instrução e exacerbado dos meios tecnológicos o que foi planejado para melhorar a qualidade de vida das pessoas está se tornando um vício nos dias atuais. Dessa maneira, é crucial combater tal cenário, o qual está vinculado à falta de educação digital  aliado a fragilidade nas relações sociais.

A princípio, consoante o filósofo Immanuel Kant,“o homem é aquilo que a educação faz dele”. Analisando tal pensamento, observa-se a importância da educação para o desenvolvimento social. Todavia, devido ao pouco investimento nas escolas públicas a educação está se tornando falha no aspecto digital, tendo como exemplo, dados do site UOL, no qual somente 4,5% das instituições de ensino público têm infraestrutura completa. Desse modo, cria-se o terreno ideal para dependência tecnológica na sociedade contemporânea, devido a falta de educação digital ofertada nas escolas. Destarte, é crucial reverter tal situação.

Outrossim, de acordo com o sociólogo Zygmunt Bauman, em sua obra “modernidade liquida”, relata as consequências da dependência tecnológica, tendo como exemplo, substituição da ideia de coletividade e solidariedade pelo individualismo, e a transformação do cidadão em consumidor. Em vista disso, é notório que o vício tecnológico está tornando as relações superficiais, pelo fato das pessoas não interagirem fisicamente e as relações se limitarem a virtuais. Nessa perspectiva, outro aspecto importante citado por Bauman é a  tecnologia como “veículo” capitalista para influenciar pessoas a comprarem o que não necessitam, por simples marketing.

Portanto, cabe ao Estado investir nas instituições de ensino público por meio de reformas nas infraestruturas , capacitação de profissionais da área e inclusão do ensino tecnológico nas escolas, visando instruir a sociedade como “navegar” na internet e por conseguinte atenuar a dependência tecnológica. Ademais, as mídias deverão criar campanhas que tenham por objetivo mostrar a importância das relações sociais de maneira física. Só então, a tecnologia será de fato para o bem da sociedade.