Vício em tecnologia: seremos dependentes das máquinas?
Enviada em 04/10/2019
Na obra “Utopia”, do escritor inglês Thomas More, é retratada uma sociedade perfeita, na qual o corpo social padroniza-se pela ausência de conflitos e problemas.No entanto, o que se observa na realidade contemporânea é o oposto do que o autor prega, uma vez que a dependência tecnológica é uma barreira que dificulta a concretização dos planos de More. Esse cenário antagônico é fruto tanto da utilização abusiva dos meios eletrônicos feita pelas crianças e adolescentes, quanto do impasse de efeito da globalização na vida dos indivíduos.Diante disso, torna-se fundamental a discussão desses aspectos, a fim do pleno funcionamento da sociedade.
Precipuamente, é fulcral pontuar que o proveito excessivo dos meios eletrônicos feito pelos jovens deriva da baixa atuação dos setores governamentais, no que concerne à criação de mecanismos que coíbam tais recorrências. Aristóteles em seu livro “Ética e Nicômaco” diz que, garantir o bem-estar social é função principal do estado, entretanto isso não ocorre no Brasil.Devido à falta de atuação das autoridades no que tange a livre exposição dos jovens as maquinas e os perigos que as acompanham,podendo ser eles físicos (sedentarismo) ou mentais (depressão/ansiedade). Desse modo, faz-se mister a reformulação dessa postura estatal de forma urgente.
Ademais, é imperativo ressaltar o impasse de efeito da globalização na vivência da sociedade, como promotor do problema. Partindo desse pressuposto, a indução do uso dos meios eletrônicos tanto na esfera pessoal quanto na profissional teve um gradativo aumento, com a promessa de se ter maior eficácia no serviço e também para se manter conectado. Isto retarda a resolução do empecilho, já que a má utilização das tecnologias contribui para a perpetuação desse quadro deletério.
Assim, medidas são necessárias para conter o avanço da problemática na sociedade brasileira. Dessarte, com intuito de mitigar o vicio nas tecnologias,necessita-se, urgentemente, que o Tribunal de Contas da União direcione capital que por intermédio do Ministério da Educação, será revertido em palestras de conscientização a toda a população,aonde procure mostrar os riscos e consequenciais dessa dependência para a vida pessoal do cidadão. Desse modo, atenuar-se-á, em médio e longo prazo o impacto noviço da submissão aos agentes tecnológicos, e a coletividade alcançará a Utopia de More.