Vício em tecnologia: seremos dependentes das máquinas?

Enviada em 15/10/2019

O filme ‘‘Ela’’ retrata a realidade de Theodore, um jovem solitário que se apaixona por um software dotado de consciência, o qual chama de Samantha. Ao longo da trama ele se vê confrontado por amar um programa e não ser correspondido. Fora das telas, a realidade se assemelha ao longa-metragem, visto que, com os avanços do mundo globalizado as tecnologias estão cada vez mais presentes na vida das pessoas tornando-as dependentes de aparelhos. Diante disso, é necessário analisar as raízes do problema pra mudar esse cenário.

Em primeiro lugar, é válido destacar que a tecnologia afeta principalmente os jovens e adolescentes, pois já nasceram na era digital. Nesse sentido, esses indivíduos dedicam horas do seu dia às redes sociais e jogos como forma de lazer e deixam de interagir socialmente. Tal realidade, fazem-os tornarem dependentes desse sistema, podendo causar, por exemplo: insônia, ansiedade e hiperatividade. Esse contexto, vai ao encontro do que dizia o filósofo Zygmund Bauman em sua obra ‘‘Amizades Líquidas’’, que as relações humanas estão cada vez mais superficiais, resultantes da submissão à tecnologia, o que caracteriza a sociedade contemporânea.

Ademais, é importante considerar que a modernização nos ambientes de trabalho estão substituindo a mão-de-obra. Acerca dessa lógica, para as empresas, a inserção de máquinas autônomas fazem o processo de produção ser mais barato e eficiente em detrimento do trabalho humano. Essa questão, é uma das principais causas do aumento da taxa de desemprego, podendo gerar crises no país. Tal conjuntura, ratifica o que diz o escritor inglês George Bernard Shaw, que os benefícios tecnológicos sempre são acompanhados de malefícios não intencionais.

É mister, portanto, que o Estado tome medidas para reverter esse quadro. Assim, o Ministério da  Educação e Cultura (MEC) deve, por meio de projetos, oferecer oficinas educativas nas escolas para desenvolver a tecnologia em conjunto a matérias extracurriculares, a fim de incentivar os jovens a fazer ciência e trabalhar a tecnologia de forma positiva. Além disso, cabe ao Ministério Público Federal junto ao Poder legislativo criar leis que exijam que as fábricas estatais e privadas tenham em seu núcleo 55% composto por trabalho humano, além de oferecer capacitação profissional a estes, no intuito de impedir o domínio de máquinas e diminuir o número de desemprego. Somente assim, o aspecto negativo da era tecnológica será presente apenas no filme.