Vício em tecnologia: seremos dependentes das máquinas?

Enviada em 17/10/2019

A Belle Époque, período na Europa que antecedeu a 1ª Guerra Mundial, possibilitou o desenvolvimento de diversos avanços científicos e tecnológicos, dentre estes, a invenção dos aparelhos telefônicos, os quais facilitaram a interação e contato digital. No entanto, por outro lado, o uso abusivo dos smartphones por grande parte da população promoveu um distanciamento de interações diretas, devido a sua grande adesão pela sociedade, além de, desenvolver na população uma dependência devido o seu uso.

Em primeira análise, devido à utilização desses meios, o contato familiar restringiu-se, uma vez que, momentos que antes eram de diálogo familiar, tornaram-se agora, momentos de navegar nas redes. De acordo com a teoria da “Tábula Rasa” do filósofo empirista John Locke, o homem nasce como se fosse uma folha em branco e a partir das suas experiências e convivências, assimila o que está ao seu redor. Em decorrência disso, o uso dos smartphones abrange todas as idades, uma vez que as pessoas são influenciadas pelo grande contingente de pessoas que os utilizam e pela facilidade que esses meios trazem à rotina diária, o que possibilita a sua grande disseminação.

Em segunda análise, percebe-se a necessidade abusiva, desenvolvida na população da maioria das faixas etárias, de acompanhar esses aparelhos eletrônicos. Nesse sentido, ainda de acordo com a Teoria da “Tábula rasa”, as crianças são estimuladas, mesmo que indiretamente, pelas pessoas que as cercam e utilizam-se demasiadamente destes meios, desse modo, cria-se uma população alienada por jogos e redes sociais, que se tornam assim, alheios à realidade social. Em decorrência desse uso exagerado, ocorre uma diminuição da capacidade de interação social, fomentando o desenvolvimento de uma sociedade baseada no individualismo, o que afeta a sua progressão uma vez que as pessoas não conseguem dialogar e chegar a um ponto de benefício comum.

Em síntese, o uso dos aparelhos eletrônicos deve ser controlado, a fim de impedir que esse avanço tecnológico torne-se um regresso social. Desse modo, a mídia brasileira, diante da sua influência sobre a população, deve transmitir, em horários nobres, campanhas de alerta aos riscos do uso abusivo dos smartphones em qualquer faixa etária. Ademais, é dever das escolas realizar palestras para os pais, a fim de alerta-los sobre a necessidade de impor limites na utilização dos meios eletrônicos. Espera-se com isso que o seu uso possa ser feito de forma consciente, sem trazer prejuízos à população.