Vício em tecnologia: seremos dependentes das máquinas?

Enviada em 13/06/2020

A série “Black Mirror” retrata um futuro distópico, em que as pessoas têm suas vidas impactadas pelo uso exacerbado ou indiscriminado da tecnologia. Análogo a isso, vive-se na contemporaneidade uma realidade semelhante, no qual a maioria das pessoas em todo o mundo não conseguem equilibrar a dosagem da tecnologia como ferramenta facilitadora a seu favor e acabam, por muitas vezes, adquirindo problemas psicossociais. Dessa maneira, medidas são necessárias para conter e modificar o atual cenário.

Em primeiro lugar, é preciso considerar que a tecnologia transformou completamente a vida em sociedade. Embora inicialmente essa ferramenta tenha sido utilizada para comunicação interpessoal, a velocidade das transformações fez com que ela se tornasse fundamental na vida das pessoas, permitindo não só a comunicação, mas também uma série de outras facilidades: longevidade, conforto, praticidade e uma melhor qualidade de vida. Por outro lado, esse meio tecnológico fez com que as pessoas se tornassem mais sedentárias, mais isoladas socialmente e, principalmente, mais dependentes, provocando até mesmo um efeito reverso, em que os indivíduos vivem a favor da tecnologia, e não o contrário.

Outro fator que ilustra esse cenário é o surgimento de uma nova doença, a nomofobia. Nessa perspectiva, a nomofobia é o medo de ficar sem o celular, em que os indivíduos ficam ansiosos e estressados. Segundo um levantamento de empresas estatísticas realizada em 2016, a média diária gasta em celular pelos brasileiros é a maior do mundo. Além disso, com o avanço das invenções científicas, cada vez mais se vê uma sociedade dependente de máquinas para realizar as mais diversas atividades diárias, inclusive aquelas que substituem o trabalho humano, a exemplo dos caixas inteligentes, carros automáticos, postos de gasolina que não precisam do auxílio humano, dentre outros.

Destarte, como explicitado anteriormente, a tecnologia é importante para o avanço da sociedade, entretanto, as pessoas não podem deixar que a robotização do mundo sobressaia o trabalho e o convívio humano. Assim, é importante que o Governo Federal, por meio de campanhas midiáticas, instruam as famílias que é preciso impor limites de tempo “conectado” para as crianças/adolescentes, para evitar o vício. Como também, é dever da escola e da mídia, divulgarem campanhas que sensibilize os possíveis problemas em relação à dependência tecnológica e além disso, incentivar outras atividades, através de: teatros, clubes de leitura e músicas, para aumentar a interação humana e diminuir os índices de doenças psicológicas.