Vício em tecnologia: seremos dependentes das máquinas?
Enviada em 19/08/2020
No mundo contemporâneo, com a ampla gama de informações, de entretenimentos e de meios de comunicação, a internet se tornou, gradativamente, parte do cotidiano da maioria dos brasileiros. Entretanto, esse instrumento, em vez de auxiliar nas atividades corriqueiras, passou a moldar a vida de alguns cidadãos, tornando-se um vício. Nessa perspectiva, pode-se relacionar a isso a naturalização do uso exacerbado do meio virtual, bem como uma dependência emocional de alguns.
Em primeira análise, é importante ressaltar que, em função do avanço que proporcionou em diversas áreas, a internet se transformou em um fenômeno global, em que “todos então conectados a todo momento” nesse mundo. Assim, observa-se uma normatização do seu uso na sociedade, em que anormal é não usar. Em um episódio da série Black Mirror, por exemplo, todos os indivíduos são classificados com uma nota baseado em seus atos e, principalmente, nas postagens nas redes sociais - o que tornava todos dependentes do meio virtual. Paralelamente, é isso que o sociólogo polonês Zygmunt Bauman menciona, as relações sociais começaram a priorizar várias relações frágeis na rede - baseada em ilusórias vidas perfeitas - do que relações profundas no “mundo real”.
Em segunda análise, é imprescindível destacar que diverso indivíduos, que sofrem ou sofreram um processo de exclusão social, como o bullying e o preconceito, buscam um refúgio ou mesmo amigos na internet. Nesse sentido, esses ao encontrarem o que estabiliza o seu emocional no mundo digital - sobretudo em jogos - , geralmente, prende-se nesse e, na maioria dos casos, não ligam para a “vida real " - não por receio, e sim por desprezo. Portando, quando alguém está nessa situação, faz-se necessário um auxílio de um psiquiatra ou de um psicólogo para evitar problemas futuros, como obesidade, depressão e isolamento social.
Diante do exposto, para amenizar a dependência pela internet na sociedade é mister que a secretária educacional de cada município do Brasil crie aulas, com professores especializados, para discussão e aprimoramento do senso crítico em relação ao uso regulado e apropriado da internet, que demonstrem as mazelas do seu uso excessivo, a fim de acabar com essa naturalização errônea da sociedade. Ademais, cabe ao Ministério da Saúde, juntamente com o poder midiático, estimular a busca por ajuda psicológica para aqueles dependentes emocionalmente do meio virtual.