Vício em tecnologia: seremos dependentes das máquinas?

Enviada em 01/10/2020

É notável a transformação que a tecnologia proporcionou na sociedade em várias áreas, tais como na informação, educação e na interação social. No aspecto de comunicação, a internet tornou-se mais acessível através de aparelhos como o celular, sendo possível satisfazer muitas necessidades dos usuários. Com tamanha acessibilidade aos meios eletrônicos, o uso de forma abusiva pode gerar um quadro de dependência do aparelho e sua abstinência pode causar consequências graves aos usuários como vício, fobias e problemas na visão. Diante disso, é essencial analisar tal situação e elaborar uma possível intervenção, pois o vício em tecnologia é um quadro preocupante para a sociedade.

A princípio, observa-se que com a popularidade da internet, a população passou a usar o celular diariamente e o uso intenso fez a necessidade de estar sempre conectado. De acordo com uma pesquisa feita em Londres pela Hoopsuite, no ano de 2019, cada pessoa no mundo passa mais de 6 horas conectada à internet por dia. Diante disso, pode ser gerada a nomofobia, que é o medo de estar sem celular ou dispositivo eletrônico, e isso pode ocorrer devido à falta de instrução e modo crítico das pessoas.

Nesse aspecto, o uso sem instrução de aparelhos eletrônicos faz com que as pessoas sintam-se cada vez mais dependentes de estarem conectadas em jogos ou redes sociais, uma vez que sentem como se houvesse um mundo paralelo, temendo ficar desconectado. Consequentemente, a nomofobia faz com que o usuário sinta-se uma pessoa impotente, desencadeando quadros de abstinência, como ansiedade, transtornos obsessivos compulsivos e até mesmo fobia social.

É valido ressaltar que, os quadros clínicos provocados pela nomofobia, afetam diretamente a sociedade, uma vez que se trata de um problema de saúde pública, sendo possível notar através de estatísticas que, nos últimos anos, o índice de ansiedade e depressão aumentou consideravelmente na população, principalmente nos que fazem uso de tecnologia. No Japão, por exemplo, há clinicas para recuperação de pessoas que são viciadas em mídias sociais.

Desse modo, é necessária uma ação pelo Ministério da Educação (MEC) para que as escolas, qualifiquem seus professores para que os mesmos passam ofertar aos seus alunos oficinas de debates, palestras e aulas de conscientização sobre a prevenção do vício em máquinas. Ainda visando o cuidado com a população, é essencial que o Sistema Único de Saúde (SUS), por meio dos hospitais públicos e das Unidades Básicas de Saúde (UBS) ofereça suporte de tratamento psicológico para usuários nomofóbicos, através de médicos e psicólogos. Sendo assim, com tais medidas tomadas, haverá uma população mais crítica, instruída e saudável.