Vício em tecnologia: seremos dependentes das máquinas?

Enviada em 10/10/2020

No livro “Celular” de Stephen King conhece-se um mundo apocalíptico, onde em um minuto todas as pessoas que usavam celulares viravam zumbis, já os que não estavam com seus aparelhos lutam para sobreviver nesse novo mundo tenebroso. Sem dúvidas essa “nova era” é uma sátira em relação a alienação, o mundo zumbi foi uma excelente versão para classificar os desatinos da sociedade.

Paralelo a isso, é possível sair da ficção e aplicar o conceito na civilização que circunda o mundo atual. O que mais se vê são pessoas super conectadas e que não se desvinculam de seus aparelhos durante todo um longo dia, sempre ligadas em sites que em sua grande maioria não agregam em nada, muito menos a educação, que é o caso da leitura. A leitura apesar de ser pouco praticada no Brasil, traz inúmeros benefícios à saúde, segundo o Guia do Estudante, como: “melhora o funcionamento do cérebro, estimula a criatividade, incita o senso crítico, provoca empatia, entre outros tantos benefícios.

Outrossim, segundo um estudo publicado pela City University de Hong Kong entrevistou 301 universitários entre 18 e 37 anos na Coreia do Sul e concluiu que eles enxergam smartphones, tablets e notebooks como parte de sua identidade, uma extensão de seus corpos. Além de problemático isso é preocupante pelo fato de que a a leitura média do brasileiro é de menos de três livros por ano, segundo o G1.

Em virtude dos fatos mencionados, percebe-se o controle que o virtual tem sobre o presencial e individualismo de cada um. Para haver uma mudança significativa seria necessário o Ministério da Educação instruir desde cedo  as crianças a fazerem mais atividades extracurriculares e ao ar livre, para que desse modo não cresçam alienadas e vivendo em um mundo paralelo. Por meio de uma ação social com ong’s seria possível abranger mais pessoas com a finalidade da mensagem chegar nos mais diversos lugares. Desse modo, o objetivo seria alcançado e a realidade proposta por Stephen King estaria mais longe de acontecer.