Vício em tecnologia: seremos dependentes das máquinas?
Enviada em 30/10/2020
O documentário “O dilema das redes”, da Netflix, mostra como as redes sociais podem ter um impacto devastador na vida dos indivíduos - “Há duas indústrias que chamam seus clientes de usuários: a das drogas e a do software” - segundo o cineasta Jeff Orlowski. Consequentemente, percebe-se essa realidade em todo o mundo, desde o começo do uso das redes sociais, a tecnologia usada de forma responsável é uma grande aliada do ser humano, porém o problema é que muitos indivíduos ficam mais conectados no meio digital do que no meio físico. Assim, essa não desconexão pode ocasionar em alienação, segregação e transtornos diversos que antes não existiam.
Primeiramente, vale ressaltar que a tecnologia se torna um problema quando começa a afetar a vida real das pessoas, o maior exemplo disso é o uso excessivo das redes sociais como Instagram, Twitter, Whatsapp, Facebook e o Tik Tok. Visto que, a necessidade de aprovação do ser humano, principalmente na adolescência acarreta em uma maior conexão virtual com fotos e “likes” nas mídias sociais. Com isso, Augusto Cury, psiquiatra e escritor brasileiro afirma “Temos que reconhecer humildemente: o desenvolvimento tecnológico não trouxe o desenvolvimento psíquico esperado. Algumas coisas melhoraram, outras pioraram”. Dessa maneira, vê-se a necessidade de uma maior desconexão do digital e reconexão com a realidade, por parte dos indivíduos.
Ademais, a dependência ou vício em mídias sociais podem impactar em relacionamentos amorosos, familiares e amizades, os motivos são diversos: ciúmes, insatisfação e afastamento. Além disso, pode-se gerar transtornos emocionais, solidão e crise de diálogo dentro do ambiente familiar, já na sociedade pode suscitar em problemas de saúde pública como transtornos de ansiedade e alimentares, além das fake news que já são um problema nas redes sociais. Assim, percebe-se que o vício e dependência em redes sociais e outras tecnologias podem produzir uma sociedade mais dependente de aprovações e com problemas psiquiátricos graves que não eram vistos até a dispersão das redes sociais.
Portanto, a fim de melhorar o vício em tecnologia na atual era da informação, cabe ao Ministério da Educação - responsável por assegurar acesso à educação aos brasileiros - por meio de sanções, incluir na grade curricular obrigatória de escolas e universidades, aulas e palestras sobre educação digital, com profissionais da área da tecnologia e psicólogos especialistas em transtornos diversos. Outrossim, famílias, por meio de diálogos frequentes, devem debater acerca dos riscos e benefícios das redes sociais, além de limitar o tempo na internet, principalmente, de crianças e adolescentes, de modo que situações como as vistas no documentário “O dilema das redes”, não se tornem regra para os adultos do futuro.