Vício em tecnologia: seremos dependentes das máquinas?
Enviada em 29/10/2020
Em uma pesquisa realizada com estudantes com a faixa etária entre 14 e 18 anos, publicada pela Universidade de São Paulo, 78% dos entrevistados se classificaram como dependentes de seus aparelhos eletrônicos. Diante deste dado alarmante, o vício em equipamentos tecnológicos pode corroborar em danos psicológicos às gerações que são nativas da tecnologia. Nesse aspecto, indubitavelmente, tal conjuntura advém de estratégias das mídias sociais para captar a atenção dos usuários que, consequentemente, gera riscos à saúde dos indivíduos. Logo, é de suma importância que algo seja feito com urgência para sanar este imbróglio.
A princípio, a indústria de entretenimento tecnológico dispões de táticas capazes de fazer com que os usuários consumam um maior tempo nas redes sociais. Nessa perspectiva, no documentario americano ‘‘O Dilema das Redes’’, analisa o papel das mídias globais e os danos que elas causam à sociedade, apontando, principalmente, o uso de algoritmos e envio constante de notificações como principal ferramenta de captação de concentração. Nesse contexto, infelizmente, o uso indiscriminado desse meio de manipulação, tem desencadenado no uso desenfreado dos celulares, no qual, os usadores dedicam a maior parte de seu tempo aos dispositivos do que em interação com o mundo real.
Outrossim, a exposição continua aos instrumentos cibernéticos pode ocasionar distúrbios mentais. Nesse sentido, de acordo com uma pesquisa feita com 4 mil pessoas pelo Ministério da Saúde da Espanha, um a cada cinco espanhóis entre 10 e 25 anos sofrem de transtornos de comportamento devido à tecnologia. Por esse ângulo, o uso interrupto destes aparatos, diariamente, corroboram para o distanciamento social que, por consequência, provoca sintomas de depressão, ansiedade patológica, isolamento social e privação de sono, além de compulsão constante pelos dispositivos. Como comprova no artigo publicado pela Organização Mundial de Saúde, nos quais, classifica as patologias ligadas a nomofobia - medo irracional de ficar sem o seu telefone celular.
Diante dos argumentos supracitados, faz-se mister que algo precisa ser feito para amenizar a questão. Portanto, cabe ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação supervisionar as empresas que utilizam algoritmos e ferramentas de manipulaçao para captar a atenção dos usuários, promovendo assim limites e tendo um maior controle dessa situação alarmante. Sobretudo, cabe as instituições escolares em parceria com as famílias alertar os jovens sobre a nomofobia e em como pode trazer riscos a saúde psíquica dos indivíduos. Em suma, o propósito de tal ação é monitorar as empresas distribuidoras de entretenimento virtual, além de instruir a população sobre a nomofobia e em como se esquivar dessa infermidade.