Vício em tecnologia: seremos dependentes das máquinas?
Enviada em 18/11/2020
A ciência da computação desenvolvida pelo matemático Alan Turing facilitou a identificação dos códigos nazistas durante a Segunda Guerra Mundial. Hoje, essa ciência tem múltiplos usos na sociedade, ao mesmo tempo que a torna cada vez mais dependente dessas ferramentas tecnológicas. Nesse caso, pode-se dizer que os principais benefícios do uso da tecnologia são irrefutáveis, mas há o risco de ser feito refém pela ferramenta.
Em primeiro lugar, é importante destacar que a popularização dos meios tecnológicos mudou completamente e facilitou a vida de milhares de pessoas. Os recursos de acessibilidade que oferecem comprovam isso, não só na comunicação, mas também em inúmeras atividades de entretenimento, como livros digitais, filmes, jogos, música, etc. Além disso, a Internet democratizou a educação, ou seja, muitas pessoas que não podem sair para estudar ou pagar para estudar consideram a Internet uma ferramenta básica para seu aprendizado, pois oferece cursos e materiais didáticos gratuitos e à distância. Portanto, a tecnologia pode se tornar uma vilã a partir do momento em que um indivíduo a utiliza de forma inteligente e eficiente.
Além disso, será benéfico a partir do momento em que a tecnologia se tornar viciante, ela se torna a perda da vida do usuário. Isso pode ser visto claramente a partir de dados recentes, que mostram que quase 5% dos jovens que usam redes sociais e jogam online começam a ter problemas devido ao uso excessivo. Como consequência, o indivíduo sofre de alguns distúrbios psicológicos, como depressão, hiperatividade ou agressão. Portanto, ao utilizar essas máquinas, é muito importante saber dispensar as doses ou atingir limites para que o indivíduo possa controlá-las e não o contrário.
Portanto, medidas fortes são urgentemente necessárias para aliviar este problema. Para tanto, é necessário estabelecer instituições importantes, como instituições de ensino e famílias. As escolas devem encorajar atividades dinâmicas, como atividades esportivas, para reduzir o tempo que os jovens passam online. Além disso, essas instituições podem incentivar os alunos a fazer uso total da tecnologia para incentivá-los a estudar livros digitais e até cursos de vídeo. Portanto, eles explorarão os benefícios da tecnologia. Por sua vez, o núcleo familiar deve determinar restrições ao uso de equipamentos pelos jovens, a fim de definir um cronograma para evitar que fiquem dependentes. Dessa forma, a sociedade poderá se livrar dessa preguiçosa prisão de tecnologia.