Vício em tecnologia: seremos dependentes das máquinas?
Enviada em 03/12/2020
A animação “Wall-e”, produzida pelo Estúdio Pixar, retrata uma distopia na qual os humanos tornaram-se completamente dependentes da tecnologia, o que afetou, negativamente, diversos âmbitos de suas vidas. Apesar de se tratar de uma ficção, são abordadas problemáticas correspondentes à realidade. Assim como no filme, a sociedade contemporânea inclui, cada vez mais, meios tecnológicos a sua rotina, de tal modo que gerou indivíduos cyberviciados, cuja saúde mental e relações pessoais são prejudicadas. Diante desse cenário, é conveniente a análise de tal problema.
Primeiramente, é necessário evidenciar o risco que o vício tecnológico apresenta à saúde psicológica de uma pessoa. Segundo o documentário “O dilema das redes”, o uso exarcebado do celular aumentou, significativamente, o número de casos de depressão, automutilação e suicídios. Isso se deve à exposição excessiva do indivíduo às redes sociais, por meio dos eletrônicos, no qual o usuário frusta-se ao não conseguir atingir o padrão de sucesso e felicidade apresentados no meio virtual.
Em segunda análise, é importante salientar, também, os danos que o cybervício pode ocasionar nas relações interpessoais do viciado. Segundo o sociólogo polonês, Zygmunt Bauman, os relacionamentos estão sendo, cada vez mais, banalizados. Essa fragilização dos vínculos humanos é resultado da intermediação da relação social pela tecnologia, que promove a formação de indivíduos com problemas de interações no meio real.
Dessa forma, é indubitável que medidas são necessárias para solucionar tais problemas presentes na sociedade. Cabe ao Ministério da Educação concientizar a população a cerca do cybervício. Isso deve ser feito por meio de conteúdos educacionais, como vídeos, palestras e propagandas que alertem sobre a existência do vício tecnológico e suas consequências. Apenas ao tomar tais atitudes será possível mudar a atual realidade.