Vício em tecnologia: seremos dependentes das máquinas?
Enviada em 08/01/2021
‘‘O mais escadaloso dos escândalos é que nos habituamos a ele’’, a afirmação atribuída à filósofa Simone Beauvoir pode facilmente ser aplicada ao vício em tecnologia, já que mais escandalosa que a ocorrência da problemática é o fato de a população se habituar a essa realidade. Nesse sentido, é evidente que o quadro tem origem inegável na mentalidade capitalista. Desse modo, entre os fatores que contribuem para aprofundar essa conjuntura, pode-se destacar a educação tecnicista e a manipulação midiática.
Destarte, segundo Immanuel Kant, ‘‘o homem não nada além daquilo que a educação faz dele’’. Dessa maneira, a educação tecnicista, transforma professores e alunos em meros executores e receptores de conteúdo, em nenhum vínculo com o contexto social. Nessa perspectiva, não há como o discente desenvolver senso crítico para debater problemas sociais, como o vício em tecnologia. Por isso as escolas devem organizar palestras sobre o uso consciente da internet.
Outrossim, de acordo com Millôr Fernandes, escritor brasileiro, ‘’não há nada mais falso que uma verdade estabelecida’’. Dessarte, a mídia escolhe palavras para incentivar o consumo e assim, objetifica o ser. Logo, com o consumo exacerbado de aparelhos eletrônicos e com a obsolescência programada cresce a dependência digital. Então, é notório como a manipulação midiática crislatiza o vício em tecnologia. Assim sendo, é indispensável que a mídia produza conteúdos de conscientização.
Em virtude dos fatos mencionados, notam-se as causas do vício em tecnologia. Portanto, o governo deve investir em educação, principalmente em professores de filosofia e sociologia para formar estudantes mais éticos e que, por intermédio do ‘‘plano para suavizar a dependência digital’’. Ademais, deverá oferecer a mídia televisiva incentivos fiscais para produzir conteúdos sobre o tema. Por conseguinte, se tudo for feito, o problema irá amenizar.