Vício em tecnologia: seremos dependentes das máquinas?
Enviada em 01/02/2021
A Constituição Federal de 1988 determina a liberdade como direito social. Entretanto, quando se observa a intensificação da dependência tecnológica no Brasil, percebe-se que tal legislação não tem sido totalmente exercida na sociedade, visto que a comunidade está cada vez mais exposta às consequências oferecidas pela interação imoderada com as máquinas. Tal problemática prevalece em virrtude da má influência midiática e da negligência familiar.
Em primeira análise, o silenciamento sobre o quadro nas redes de comunicação contribui para a permanência do impasse. Segundo Pierre Bordieu, “O que foi criado para ser instrumento de democracia não deve ser convertido em mecanismo de opressão.” Sob tal ótica, a falta de destaque do vício em tecnologia nos jornais impede que mais pessoas o reconheça como algo danoso e que necessita de tratamentos médicos. Logo, a população tem sido mais oprimida mentalmente sem ao menos entender o por quê.
Ademais, o descuido das famílias é outro agravante da infeliz situação. De acordo com Stephen Hawking, “As grandes conquistas da humanidade foram obtidas conversando e as grandes falhas pela falta de diálogo.” Dessa maneira, torna-se notável quão importante é a conversação entre pais e filhos a respeito da ausência de controle ao utilizar a internet ou jogos, esses que por suas vezes são ferramentas perigosas, causadoras de doenças como a ansiedade social e a depressão. No entanto, o que se vê são os responsáveis estimulando as crianças a usarem de forma desregulada, celulares e tabletes desde pequenas a fim de distraí-las, resultando em futuros adultos dependentes dessas máquinas.
Portanto, medidas são imperiosas para solucionar o vício tecnológico no país. Destarte, urge que o Ministério da Mulher, Família e dos Direitos Humanos em parceria com as emissoras crie o projeto “Aparelho do Bem”. Nele deve constar que será organizado multirões com psicólogos que abordará como se prevenir, os sintomas e dicas para superar a dependência virtual, além disso haverá a transmissão desses nos meios comunicativos para que toda a família possa acompanhar. Isso ocorrerá por meio de investimentos governamentais e espera-se com essas ações, a redução dos casos de vítimas do problema. Só assim, a Carta Magna será efetiva em sua totalidade.