Vício em tecnologia: seremos dependentes das máquinas?

Enviada em 02/03/2021

Tecnologia, recurso benéfico ou maléfico?

Desde os primórdios, a sociedade busca formas de simplificar as tarefas do dia-a-dia. Com o avanço tecnológico isso se intensificou de formas inimagináveis até então, o que vem provocando uma alta dependência em relação às mesmas, tal realidade pode ser observada no filme “Homem de Ferro” onde o protagonista mora em uma casa altamente automatizada. Em meio a tanta facilidade é importante termos um olhar crítico em relação a elas e entender que como tudo, trarão benefícios e malefícios, sendo responsabilidade do usuário a gestão do seu uso.

Atualmente, iniciar uma conversa com uma pessoa do outro lado do mundo é tão simples como um encontro entre amigos. Graças a ela o mundo não parou diante da pandemia de COVID-19, período em que nos tornamos totalmente dependentes de um recurso que antes só teria papel de suporte, na qual nos proveu a capacidade de realização de aulas remotas e home office. Estes são alguns dos inúmeros benefícios que a tecnologia nos proporciona e reflete o quanto ela pode ser proveitosa no nosso cotidiano quando usada assertivamente.

Em contrapartida, tanta facilidade no acesso à comunicação e entretenimento vem causando o enfraquecimento de relações primárias, onde é deixado de lado o contato direto e valorizado o contato indireto com “desconhecidos”. Outra área que vem sofrendo muitas mudanças é o mercado de trabalho, onde cada vez mais é exigido um nível maior de especialização, o que torna-se um problema quando relacionado ao fato que pouco mais da metade dos brasileiros na faixa etária de vinte e cinco anos ainda não concluíram o ensino médio, segundo uma pesquisa do IBGE realizada em 2018.

É incontestável que a tecnologia nos oferece tanto benefícios quanto malefícios e que cabe ao usuário gerenciar seu uso, de modo a fazer com que seu aproveitamento seja mais positivo do que negativo. Ao que se diz respeito ao aumento da procura por mão de obra especializada, cabe ao Ministério da Educação a criação de mais programas que visam o aumento da disponibilização de vagas em faculdades e escolas técnicas de modo a fazer com que o número de candidatos qualificados a essas vagas aumente. É de suma importância que essa atitude seja tomada o mais rápido possível, já que o percentual de desempregados no país, segundo pesquisa realizada em 2020 pelo IBGE, já passa de 12%. Com essa ação, será combatida parte significativa do problema, no que diz respeito à oportunidade de estudo, consequentemente abre-se um amplo leque de novas possibilidades.