Vício em tecnologia: seremos dependentes das máquinas?

Enviada em 02/03/2021

Segundo as ideias apresentadas no filme Jogador Número Um, os meios de comunicação e as tecnologias são extremamente relevantes no controle do desempenho da sociedade. Ademais, o filme citado retrata a humanidade no ano de 2045 e, mesmo sendo uma data distante, esta realidade não está tão longínqua de acontecer, visto que a dependência das máquinas aumenta a cada dia. Certamente, a subordinação às realidades virtuais e ao ciberespaço é um assunto a ser discutido, principalmente nos quesitos: facilidade de acesso à informações digitais e malefícios do uso desenfreado das tecnologias.

Em primeiro lugar, é importante destacar que, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), nos últimos seis anos o uso de celular e internet aumentaram 100% no Brasil, sendo o maior público na região do nordeste. Hoje, a globalização movimenta-se cada vez mais na direção da conectividade, conseguindo alcançar zonas antes desagregadas do mundo virtual. Além disso, as oportunidades de compra de aparelhos eletrônicos aumentaram em virtude da influência da mídia e da facilidade de pagamento parcelado.

Em segundo lugar, de acordo com uma matéria do site do BBC News Brasil, a exposição visual por longos períodos diante de telas de LCD e LED podem provocar problemas de saúde, como: miopia, insônia, depressão, hipocondria digital, etc. Aliás, o tempo excessivo em eletrônicos faz com que as pessoas se tornem cada vez mais neuróticas e obcecadas, o que pode gerar um prejuízo grande em seus relacionamentos interpessoais. Desse modo, pessoas que não se desgrudam da frente da “telinha” tendem a esquecer de que estão presentes num meio social e sem perceber, já estão viciados.

Por conseguinte, é mister que o Estado tome providências para amenizar o quadro atual. Para a conscientização da população brasileira a respeito do problema, urge que o Ministério de Educação e Cultura (MEC) crie, por meio de verbas governamentais, campanhas publicitárias nas redes sociais que advirtam os usuários sobre as consequências do uso exagerado de tecnologias e sobreavisem os internautas do consumismo exacerbado de aparelhos eletrônicos. Enfim, o interlocutor será sugestionado a criar o hábito de ter limites pessoais e financeiros e manter em mente que ele pode continuar conectado às tecnologias sem ficar viciado.