Vício em tecnologia: seremos dependentes das máquinas?

Enviada em 22/02/2021

Já dizia Heráclito de Éfeso, “Nada é permanente, exceto a mudança”. Analogamente, o mundo, junto à tecnologia, está em constante variante. Ademais, as máquinas estão evoluindo cada dia mais, causando à população certo vício em tecnologia, o que torna a humanidade dependente das máquinas. Em função da problemática, deve-se discutir a praticidade que vem com a tecnologia e a provável substituição da mão de obra humana.

A priori, é fato que a tecnologia traz praticidade para a vida cotidiana. Certamente, com o avanço dos tempos e a evolução da internet, muitas situações que demoravam para serem resolvidas, atualmente são solucionadas de forma rápida. Em analogia, tem-se a citação de Jean Jacques Rousseau, “O homem nasce livre, mas por toda parte se encontra acorrentado.”. Por isso, a sociedade atual, em função de tal praticidade, se mostra viciada em tecnologia, exatamente por ser acomodada pela mesma.

A seguinte vale ressaltar a substituição da mão de obra humana pelo setor cibernético. Isto é, atualmente, é possível que as máquinas ocupem funções em todas as áreas, desde realizar uma cirurgia, até limpar uma casa. Atrelando, há o filme “Wall-e”, em que a humanidade é obrigada a deixar de viver na Terra e ir morar em uma nave, pois o planeta está repleto de lixo eletrônico, dependendo então de robôs para limpá-lo, antes da volta dos humanos. Com isso, como as máquinas estão sendo desenvolvidas para atuar da mesma forma que os humanos, com o tempo elas estarão presentes em todos os setores de serviços necessários para a humanidade, tornando a sociedade dependente das mesmas.

Em suma, a sociedade deve trabalhar o vício em tecnologia, através de acompanhamentos psicológicos e palestras em escolas que mostrem que a praticidade deve ser apenas mais um lazer. Para que as crianças e adolescentes não cresçam acorrentados a aparelhos eletrônicos. Além disso, o Governo deve evitar a substituição da mão de obra humana, garantindo que as máquinas não ocupem os setores de emprego por completo, fazendo com que os humanos tenham auxílio tecnológico e não sejam substituídos. Afim de que a sociedade não dependa das máquinas futuramente.