Vício em tecnologia: seremos dependentes das máquinas?
Enviada em 12/03/2021
A obra ficcional “Matrix” expõe o medo e a insegurança da população mundial da década de 90, em relação à ascensão tecnológica, por meio de uma sociedade submissa e dependente da própria criação humana. Logo, é possível concluir que a previsão feita por esse premiado filme pode tornar-se verídica, posto que é perceptível a inclusão das máquinas no cotidiano do ser humano e nas possíveis interferências da evolução da inteligência artificial, que irá progredir exponencialmente nos próximos anos.
Em primeira análise, na conjuntura atual, é notório que o mundo está cada vez mais conectado, sendo as redes sociais grandes responsáveis por essa globalização, visto que permitem a interação entre pessoas de diferentes localidades. Ademais, as empresas dessas mídias impulsionam o vício e a ciberdependência, já que elas lucram com isso. Portanto, é possível comprovar o citado no documentário “O dilema das redes”, que aborda como os algoritmos trabalham para manter o indivíduo dentro do mundo virtual e evidencia que essa compulsão não é saudável, uma vez que traz diversas consequências negativas, tais como enfermidades psicológicas.
Em segundo plano, com o desenvolvimento da “Big Data”, a dependência da tecnologia irá expandir de forma considerável, visto que essa, possivelmente, aprenderá a interpretar a bioquímica que ocorre nos seres humanos e, consequentemente, irá ter um poder ainda maior. Desse modo, o livro “21 lições para o século XXI” retrata essa temática, ao afirmar que a revolução biotecnológica conseguirá analisar profundamente o ser humano e tomar decisões por ele, porquanto essas máquinas saberiam muito mais sobre o indivíduo do que esse sobre si mesmo.
Depreende-se, portanto, que a dependência tecnológica é a maior doença da contemporaneidade, logo é inexorável a busca por soluções afim de minimizar isso. Sendo assim, é imprescindível que o Ministério da Saúde saliente os riscos que a obsessão por aparelhos digitais podem trazer à população, por meio de propagandas. Dessa forma, haverá uma maior conscientização e diminuição do uso de tecnologias. Além disso, visando o bem-estar dos cidadãos, o Poder Legislativo poderia criar uma lei em que houvesse o estabelecimento de quantidade de horas que poderiam ser passadas nas redes sociais, visto que o acesso excessivo a esses veículos de informação é prejudicial à saúde.