Vício em tecnologia: seremos dependentes das máquinas?
Enviada em 13/04/2021
O empresário do ramo tecnológico, Steve Jobs, afirmou que a tecnologia move o mundo. De modo análogo, hodiernamente, a tecnologia trouxe inúmeros benefícios para a sociedade, como melhorias na comunicação entre pessoas, desenvolvimento no mundo do trabalho e no meio educacional. No entanto, o uso desenfreado dos meios tecnológicos vem trazendo ao ser humano o sentimento de submissão a essas tecnologias. Nesse contexto, asseguram-se a problemas de saúde decorrentes da dependência virtual e o isolamento do mundo social como pilares da problemática.
De início, vale ressaltar que o uso tecnológico em excesso causa problemas de saúde no indivíduo. Nessa linha de raciocínio, convém citar as ideias do filósofo Jean Jacques Rousseau, o qual afirma que: “O homem nasce livre, mas em toda parte encontra-se acorrentado”. Com base nisso, o ser humano por passar muitas horas usando computadores, celulares e televisores, exposto frequentemente as “telas” cria uma afinidade elevada a esses meios e, por isso, pode vir a negligenciar atividades fundamentais ao bem estar físico e mental como a prática de exercícios físicos, alimentação saudável e atividades de lazer. Dessa forma, com a negligência de práticas saúdaveis diárias, doenças como obesidade e ansiedade são suscetíveis a ocorrer. Logo, para o homem não permanecer acorrentado, e voltar ao seu estado de liberdade, é necessário fazer o uso adequado dos meios.
Outrossim, importa discutir a dependência nas tecnologias como fator que influencia o isolamento social entre as pessoas. Nesse contexto, de acordo com a perspectiva filosófica de Pierre Lévy, a nova tecnologia cria seus excluídos. Infere-se, assim, que, as pessoas que vivem rotinas intrinsecamente ligadas as redes sociais, jogos eletrônicos, dentre outras ferramentas disponíveis, vivem presas a essas tecnologias e passam a viver em um estado de solitude, ignorando o mundo exterior e ficando detido nessa dependência. Sob essa ótica, esses indivíduos podem perder momentos de lazer, interação familiar, amizades e trabalho por viverem isolados do meio social. Urge, pois, medidas que atenuem a dependência tecnológica a fim de evitar a exclusão citada pelo autor.
Diante o exposto, medidas são necessárias para mitigar o vício em tecnologias no mundo contemporâneo. Para isso, o Ministério da Educação e o Ministério da Saúde, devem, juntos, realizar um projeto educativo e conscientizador, por intermédio de palestras nas escolas e em espaços públicos, que abordem a importância do uso conforme de celulares, computadores e demais meios tecnológicos, no intuito de instruir as pessoas a ter uma vida mais saúdavel, mais ativa, evitando, assim, doenças e o isolamento pessoal. Tal projeto terá a finalidade de difundir na sociedade a importância de não ser dependente das máquinas. Sendo assim, poder-se-á minorar os vicios tecnológicos recorrentes.