Vício em tecnologia: seremos dependentes das máquinas?

Enviada em 16/03/2021

No dia 29 de outubro de 1969, na Universidade da Califórnia, foi estabelcido a primeira conexão de internet. A patir desse marco, foi normalizado e integrado a internet nas sociedades, o que fez as pessoas se tornassem dependentes, uma vez que são numerosos os benefícios trazidos por essa tecnologia. Tal dependência, como qualquer outra, trouxe malefícios, como a limitação das interações sociais e a intesificação de doenças mentais o que, em suma, desequilibra e regride o desenvolvimento psicossocial da sociedade.

Decerto, a tecnologia proporcionou diversos benefícios para humaninade, tais como a simplificação das interações economicas e culturais e melhorias na medicina. Entretanto, pela concepção de que a tecnologia iria facilitar tudo, as sociedades começaram a utilizá-la de forma compulsória, resultando no vício. Por conseguinte, esse problema prejudicou as relações sociais, uma vez que as pessoas estarão ocupadas a interagirem só virtualmente, ocasionando relações vazias, frias e líquidas, como ratifica máxima atribuída por Zygmunt Bauman na obra Modernidade Líquida, na qual ele afirma que há uma fragilidade nas relações humanas, ainda mais perceptível após a Segunda Guerra Mundial e a criação de novas tecnologias a partir da década de 1960.

Outrossim, o vício em tecnologia proporciona, dentre outros problemas, a intensificação das doenças mentais, uma vez que, pessoas que apresentam distúrbios, transtornos e outas patologias psicológicas, utilizam-na como refúgio, isto é, usam para fugir da realidade e dos problemas. Dessa maneira, as pessoas acabam não conseguindo recorrer ajuda, pois não conseguem perceber a gravidade de seus problemas, acarretando consequências maiores se não socorridos a tempo. Diante disso, esse panorama suscita ações governamentais que auxiliam nesse problema.

Diante dos argumentos supracitados, é evidente como o vício em tecnologia acarreta malefícios à sociedade. Portanto, para auxiliar os dependentes a se recuperarem, é necessário que o Ministério da Saúde crie clínicas populares que são especializados nessa patologia, oferecendo tratamentos específicos em prol da recuperação dos doentes. Tais tratamentos seriam feitos por meio de profissionais da saúde,  a fim de equilibrar a saúde pública e o desenvolvimento psicossocial.