Vício em tecnologia: seremos dependentes das máquinas?

Enviada em 17/06/2021

A série da Netflix “Black Mirror”, retrata em seus episódios a realidade de um futuro totalmente dominado pela tecnologia, na qual só é possível conviver em sociedade se for adepto às ferramentas tecnológicas. Consoante a isso, é possivel perceber atualmente a influência das máquinas na vida das pessoas, que têm se tornado cada vez mais presentes e se transformado em vício para muitos. Nesse contexto, a dependência tecnológica é um problema e pode gerar nas pessoas não somente um mal-estar clínico, mas também a perda de capacidade de controle sobre diversos aspectos das suas vidas.

Em primeira instância, cabe destacar que o vício em aparelhos tecnológicos se mostra um grande causador de problemas clínicos na sociedade atual. De acordo com um estudo realizado pela Fundação Getúlio Vargas, para 41% dos jovens brasileiros, o uso das redes sociais causam sintomas de depressão e ansiedade. Em vista disso, é notável que o uso exagerado da tecnologia, como o ‘smartphone’, tem influência negativa na saúde dos usuários. Dessa forma, esse aparelho, ao invés de cumprir sua função auxiliadora, torna-se um problema a ser discutido.

Ademais, é importante ressaltar que a dependência das pessoas por eletrônicos pode resultar na incapacidade de controle pessoal em inúmeras áreas das suas vidas. Corroborando com isso, é possível identificar essa perda de controle na animação Wall-e, quando os personagens humanos se veem alienados em frente às telas, incapazes de pensar ou mesmo se movimentar fora do ditado pelas máquinas, enquanto o planeta Terra se deteriora em entulho gerado por eles. Em comparação, nota-se o crescente aprisionamento em que a sociedade se encontra aos aparelhos tecnológicos que substituem o ser humano em funções básicas e tomam lugares importantes em suas vidas. Assim, esse descontrole gerado pelo mau uso das máquinas tem causado prejuízo tanto para as pessoas, quanto para o meio ambiente.

É necessário, portanto, a adoção de medidas capazes de assegurar a resolução do problema. Logo, o Ministério da Educação juntamente com o Ministério da Saúde devem promover um plano de conscientização sobre os malefícios do uso exagerado da tecnologia, por meio de palestras e apresentações dinâmicas, mostrando a importância de estar presente e se desprender de vícios tecnológicos. Além disso, devem ensinar e incentivar formas de se divertir e aproveitar momentos livres de interferências das máquinas, a fim de demonstrar a necessidade de cuidar da saúde física, mental e social e que estas precisam de prioridade em comparação ao tempo dedicado aos aparelhos eletrônicos.