Vício em tecnologia: seremos dependentes das máquinas?

Enviada em 09/05/2021

A Guerra Fria, conflito entre as duas potências emergentes na Segunda Guerra Mundial, aprimorou drasticamente as ferramentas tecnológicas do século XX. Todavia, tal melhoria permitiu a dependência humana das máquinas, tanto que, no mundo hodierno, há a nomofobia (medo de ficar sem celular ). Esse transtorno é motivado pela: necessidade de autoafirmação e a busca por apoio em comunidades virtuais- uma vez que os indivíduos almejam se identificar no outro e minimizar o sentimento de solidão. Logo, eficientes medidas interventivas são urgidas para impedir que a saúde pública seja afetada pelo descontrole humano a respeito das máquinas.

Diante do almejo por elogios, o ser humano usa as redes sociais para sanar suas inseguranças. Seguindo esse raciocínio, vale mencionar o livro “Garota Online”, da escritora contemporânea Zoella Sugg, no qual a protagonista, uma adolescente repleta de conflitos internos, usa a internet para expôr anonimamente seus pensamentos e dúvidas. Esse cenário de validação não se restringe às obras literárias, visto que os estratos sociais, da mesma forma, apresentam tais desafios e buscam suporte público. Sob essa óptica, transtornos de dependêcia tecnológica originam-se e, infelizmente, crescem por entre os cidadãos- ou seja, o vício em máquinas é um problema global que assola culturas. Desse modo, é notório a urgência por ações educacionais para impossibilitar o aumento da nomofobia no mundo.

Outrossim, a necessidade das pessoas em buscar apoio em comunidades virtuais deixa notório a tênue linha entre o transtono e o saudável. Nessa perigoso prisma, o documentário “Dilema das redes”, da Netflix, ilustra famílias que entraram em conflitos, devido ao vício de um integrante em tecnologia, além do comportamento agressivo o qual o doente possuiu. Analogamente ao informativo, a contemporaneidade sofre com o alarmante aumento de indivíduos com o distúrbio vicioso e a tecnologia, que era um facilitador dos homens, passou a ser sinônimo de problema. Desse modo, efetivas ações de enfrentamento são pedidas para assegurar o bem-estar público.

Infere-se, portanto, que há a dependência tecnológica ,no hodierno, além dos gritos populares por medidas interventivas do Estado. Posto isso, cabe ao Ministério da Educação, em parceria com a coordenação pegagógica das redes de ensino, inserir, na Base Nacional Comum Curricular, uma aula que informasse os jovens sobre as consequências da nomofobia e, também, sobre como evitar o desenvolvimento de tal distúrbio. Logo, em médio/longo prazo, os esclarecidos alunos teriam menores chances de adquirir a problemática e passariam a possuir o uso inteligente das máquinas. Somente assim, os avanços da Guerra Fria poderão ser usufruídos sem prejudicar o corpo social.