Vício em tecnologia: seremos dependentes das máquinas?
Enviada em 16/06/2021
A transformação do mundo real em virtual
Ser dependente, do dicionário, significa “que não se consegue se manter sozinho e vive à custa de outrem, que expressa dependência, que está sujeito a algo ou alguém e que não se consegue livrar de algo, especialmente de um hábito ou vício” e, pode se dizer que a dependência que cresceu no contexto atual, é a tecnológica. Segundo Steve Jobs, a tecnologia move o mundo, o que é uma frase que nunca esteve mais presente na vida da sociedade, já que, a tecnologia, que antes era algo principalmente optativo e para o lazer, hoje em dia é, e se tornará cada vez mais, algo obrigatório e extremamente necessário.
É de conhecimento geral que o vício tecnológico e sua consequente dependência foi potencializado devido ao isolamento social causado pela pandemia da Covid-19, o que faz com que se torne inevitável o uso da mesma, visto que a rotina dos estudantes e dos trabalhadores, que usam o chamado “home office” é ditada pelas reuniões virtuais, exercícios para “casa” virtuais, e assim, nao há mais como discernir o lazer do trabalho. A partir disso, existem os decorrentes problemas do uso excessivo da internet e tecnologia, entre eles a diminuição do horário de sono, aumento da ansiedade e irritabilidade e falta de concentração causada pela quantidade de informações que a internet fornece.
Albert Einstein disse que “Se tornou aparentemente óbvio que nossa tecnologia excedeu nossa humanidade.” e essa citação retrata exemplarmente a realidade atual, já que o vicio excedeu os patamares aceitáveis, uma vez que doenças são acarretadas disso. A doença mais vigente desse mesmo uso excessivo é chamada nomofobia, que é o “medo de ficar sem aparelho móvel”, sem celular, tablet ou mesmo computadores. Sinais como não conseguir ficar muito tempo longe do aparelho, despertar apenas para verificar o celular e sinais regulares de ansiedade ao deixar o aparelho, podem indicar a doença de termo vindo do inglês “no mobile”, que significa “sem aparelho móvel”.
Diante do exposto, é possível afirmar que a sociedade já é dependente das máquinas, uma vez que, atualmente, a vida se passa mais no mundo virtual do que no real. Portanto deve haver uma intervenção do ministério da educação junto do ministério da saúde, por meio das escolas, para que haja palestras alertando os estudantes das possíveis consequências do uso excessivo desses aparelhos e das doenças e vícios prejudicias a sociedade, originadas desse uso, para que assim, dentro das medidas possíveis no contexto atual, os alunos façam também trabalhos e exercícios dentro do mundo real, como trabalhos manuais e ao ar livre, e assim, não fiquem presos somente no chamado mundo virtual.