Vício em tecnologia: seremos dependentes das máquinas?
Enviada em 24/06/2021
O surgimento da base tecnológica no mundo ocorreu devido aos esforços do Estado americano, somados à iniciativa privada no momento de pós Segunda Guerra Mundial e início da Guerra Fria. Atualmente, essa tecnologia disseminou-se e se situa presente na vida da maioria dos cidadãos, fato que torna possível observar os seus aspectos negativos, como a dependência digital. Nesse prisma, entende-se que o modo como são utilizadas as máquinas eletrônicas necessita ser revisado, uma vez que os indivíduos já se configuram dependentes delas, e tal estado é nocivo.
Primeiramente, vale ressaltar que a tecnologia alcançou todos os segmentos sociais, tornando-se quase inerente ao ser humano. Com efeito, especialmente na atualidade diante da pandemia do novo Coronavírus, obteve-se um aumento considerável no que concerne à necessidade de permanecer conectado, já que a presença dos celulares passou a ser indispensável para a realização das atividades cotidianas que antes não dependiam totalmente deles, como para fazer operações bancárias, compras de supermercado e até consultas médicas. Em vista disso, fez-se mais difícil para os indivíduos deixarem as telas em segundo plano, o que corrobora a intrínseca participação das máquinas na vida da população e a sua incapacidade de lidar com a variedade dessas.
Consequentemente, a tendência é que o tempo conectado extrapole as atividades essenciais, o que motiva a dependência. Sabe-se que essa pode acarretar muitos estágios, porém o que se faz mais evidente entre eles é a nomofobia. Segundo um estudo da YouGov, empresa tecnológica do Reino Unido, 58% dos homens e 47% das mulheres sofrem com a nomofobia, a qual é um transtorno condicionado pela angústia de estar afastado dos aparelhos, em que o indivíduo considera como imprescindível a sua constante conexão. Dessa maneira, além dos sintomas associados à incapacidade de desligar o celular, ela contribui para a ansiedade e depressão, devido à preocupação excessiva na verificação de mensagens e na limitação da internet, o que é nocivo à saúde mental do usuário.
Portanto, é mister que o Estado tome providências com o objetivo de conscientizar a população no que diz respeito a dependência das máquinas digitais, causadoras de prejuízos aos indivíduos. Para isso, é necessário que o Ministério da Educação (MEC) ofereça palestras dentro das escolas, realizadas através de especialistas da indústria tecnológica, a fim de promover a reflexão acerca dos perigos da internet e dos aparelhos, os quais contribuem para o desenvolvimento de doenças mentais como a ansiedade e a depressão. Desse modo, através das discussões em sala de aula, cria-se um cenário propício para a formação de cidadãos mais atentos e conscientes sobre a utilização das redes, afinal, como já afirmava Nelson Mandela, “a educação é a arma mais poderosa capaz de mudar o mundo”.