Vício em tecnologia: seremos dependentes das máquinas?

Enviada em 18/06/2021

A obra musical “Pela Internet”, do compositor brasileiro Gilberto Gil, exalta os benefícios das redes e como é promissora a quantidade de informações disponíveis para os usuários das plataformas digitais. Em função disso, é indiscutível a essencialidade das tecnologias para o desenvolvimento da sociedade. No entanto, cerca de mais da metade da população mundial usufrui da “web” em excesso, e sua grande maioria apresenta sintomas prejudiciais à saúde. É evidente que tais consequências são causadas pelo vício compulsório que o contato com as redes proporciona, e como as pessoas tendem a buscar refúgio de suas angústias do mundo real e escapam para o ciberespaço, o qual institui uma suposta ideia de acomodação e segurança para os usuários.

Ao se examinarem alguns aspectos, verifica-se que as redes funcionam como uma forma de fuga da realidade, sendo utilizada como um anestésico das preocupações palpáveis. Desse modo, as pessoas tentam se desconectar de seus problemas e se conectar à irrealidade criada pelas máquinas, uma vez que se sentem tristes, solitários e com medo. Todavia, as redes enfraquecem a capacidade de enfrentar os problemas e estes sentimentos ainda estarão presentes em meio dos padrões de estética, comportamento, etc. estabelecendo um ciclo de frustrações, o qual mantém a sociedade atada à “internet”.

Em consequência disso, estudos comprovam que a saúde, não apenas mental mas também física, é comprometida com o uso ilimitado das máquinas. Isso posto, é incontestável que tais sequelas são provenientes da abstinência de “internet” e como os usuários reagem à ausência das redes, e destarte desenvolvem ansiedade, hiperatividade, déficit de atenção, insônia, entre outros distúrbios. As únicas indústrias que intitulam seus clientes de usuários são: a de “software” e a de drogas, a sociedade acredita que consomem os meios de comunicação enquanto, na prática, todos aqueles que são frequentemente online, são os consumidos.

Considerando os aspectos apresentados conclui-se que medidas devem ser tomadas para exaurir a utilização doentia das máquinas, logo o Ministério da Saúde deve capacitar consultas com psicólogos, profissionais os quais são responsáveis no auxílio da boa saúde emocional, com o propósito de lidar com os distúrbios causados pela obsessividade compulsória das redes e a conscientização das possíveis consequências. Em vista disso, diminuir o tempo de uso das plataformas digitais e compor com auspiciosidade uma sociedade com cidadãos autossuficientes.