Vício em tecnologia: seremos dependentes das máquinas?

Enviada em 17/06/2021

Em pleno século XXI, a tecnologia transformou o mundo com aplicações no desenvolvimento da medicina moderna e até como instrumento revolucionário em movimentos como a Primavera Árabe cuja propagação ocorre pela internet. No entanto, seu uso excessivo tem causado dependência com efeitos muito nocivos aos usuários. Nesse sentido, dois aspectos precisam ser avaliados: que são a falta de informação e a negligência estatal.

Diante desse cenário, pontua-se que, a tecnologia e a internet são capazes de impulsionar até mesmo uma revolução como a ocorrida, no mundo árabe; por outro lado a ausência de letramento digital corrobora para o desenvolvimento da dependência tecnólogica, devido á falta de educação digital centrada em benefícios, mas também em cuidados. No documentário “Eis os delírios do mundo conectado” que narra o surgimento da internet e discute seus riscos á saúde e sua influência no futuro da humanidade. No entanto, a falta de informação sobre o uso da tecnologia equilibrada pode desencadear vício e até adoecimento dos usuários. Desse modo, a vulnerabilidade digital, a alienação e alteração de comportamento, afetam o social.

Outrossim, é importante salientar, que a escassez medidas governamentais para combater a dependência tecnológica, no Brasil, é questão de saúde pública. Segundo a pequena divulgaçãodo projeto federal “Reconecte” que pretende combater o uso excessivo da tecnologia na sociedade brasileira. Embora, a tecnologia tenha proporcionado avanços importantes em diversas áreas da sua vida social como a saúde, o pequeno número de políticas públicas voltadas ao tratamento específico da dependência tecnólogica tem agravado o quadro do país. Nesse viés, a ausência de clínicas e profissionais especializados nesses casos de dependentes, afetam o social.

Portanto, cabe ao Governo Federal prever a destinação de recursos orçamentários para a continua capacitação de profisisonais da área da saúde em doenças ligadas à tecnologia por meio, de cursos de especialização em nível técnico e superior, para profissionais da saúde. Para que assim, trate problemas físicos e psicológicos decorrentes da dependência tecnológica.