Vício em tecnologia: seremos dependentes das máquinas?
Enviada em 19/06/2021
Vício em tecnologia em jovens e como isso afeta o futuro
Durante a pandemia do Covid-19 a internet se mostrou extremamente útil ao se tratar de comunicação, informação, estudos e até uma forma de se distrair. E com a mudança repentina que nos fez passar o último ano em casa ela foi indispensável, porém mesmo com todos os positivos a internet também tem negativos.
Ao usar um aplicativo como o Tiktok o cérebro libera dopamina, e, segundo um estudo realizado pelo jornal cientifico Current Biology a dopamina tem um grande papel na capacidade de atenção do ser humano, fazendo com que as pessoas prestem mais atenção em coisas similares, nesse caso, outras mídias sociais, sendo assim mais fácil se prender à posts no Instagram do que em um livro ou até um filme, fazendo com que os adolescentes se viciem.
“Talvez permitido que corporações gigantes de mídia digital explorem o drama neuroquímico de nossos filhos para obter lucro tenha sido uma má ideia.” isso foi dito pelo comediante Bo Burnham em seu especial “Inside” onde ele discute a Internet e o afeto da mesma em jovens. Hoje em dia não é raro ver crianças terem celulares antes mesmo de saberem falar, para essas crianças não existe um mundo sem tecnologia, a vida delas gira em torno de redes sociais e jogos, e desde jovens elas são expostas a todo tipo de informação e é possível perceber o efeito de tal exposição ao ver que as taxas de ansiedade e depressão entre jovens de 14 a 24 anos aumentaram 70% nos últimos 25 anos e isso está ligado ao uso excessivo da internet.
A internet é o futuro da nossa sociedade e jovens precisam ter acesso à tecnologia para poder acompanhar, a pandemia foi uma prova de que a internet é mais que só uma forma de se distrair, porém é preciso que esse acesso seja limitado para preservar a saúde mental, e ninguém deveria passar mais da metade do dia sentado na frente de uma tela, intervalos e restrições são necessários.