Vício em tecnologia: seremos dependentes das máquinas?

Enviada em 18/06/2021

A inteligência e a capacidade de modificar a matéria em favor da sobrevivência é um feito do homem e um diferencial que o torna um ser social e uma espécie próspera. Esse poderio tecnológico nasce com a descoberta de novos utensílios que aprimoram os recortes do cotidiano; começando com a descoberta do fogo e avançando temporalmente até os mais complexos estudos da mente humana. Contudo, é evidente as artimanhas do capitalismo e a sua utilização da tecnologia virtual. Esse uso se pauta na questão do monopólio na tentativa de moldar as idéias da população. Como dizia o físico Alemão, Albert Einstein: “Se tornou aparentemente óbvio que nossa tecnologia excedeu nossa humanidade”.

Em um sistema capitalista é evidente que medidas para aumentar o lucro serão aplicadas, tais como a tentadora tecnologia. Durante o século XIX, esse pensamento de materializa no início do processo de exploração do trabalhador com a ideia de tempo e produtividade. Tal política econômica ,que se baseia na substituição de empregados por máquinas, evoluiu transformando a indústria em grandes centros maquinários. A mesma classe que um dia foi expulsa de cargos de trabalho, no século XX se torna alvo de frequentes bombardeios de publicidade e marketing digital, que além de os tornarem seres abstêmios às redes sociais, os tornam fonte de lucro.

Contudo, as relações também têm sua influência nesse processo, uma vez que a comunicação entre indivíduos é de certa maneira complexa e sutil, o que faz com que a internet se torne um refúgio mental para evitar o contato direto com as emoções. O filósofo Arthur Schopenhauer, exemplifica as dificuldades das relações através do dilema do porco espinho, os quais tentam se aproximar, porém seus espinhos os ferem. A dependência eletrônica é uma forma de tentar se proteger de tais espinhos, que por mais dolorosos são essenciais para a formação de uma sociedade coesa e sensível aos problemas iminentes à sociedade.

Portanto, faz-se imprescindível uma mudança estrutural na comunidade utilizadora de meios tecnológicos, através de campanhas organizadas por órgãos concetizadores e centros de divulgação científica , uma vez que a verdadeira mudança só pode ser feita a partir da educação, tendo em vista que o sistema estará sempre com o objetivo de se aproveitar do utilizador para gerar capital.