Vício em tecnologia: seremos dependentes das máquinas?
Enviada em 18/06/2021
Vício em tecologia: seremos dependentes das máquinas?
No primeiro episódio da terceira temporada de Black Mirror, testemunhamos uma sociedade na qual tudo gira em torno das máquinas eletrônicas: é necessário o celular para desbloquear seu carro, para se comunicar, para irrestritamente tudo. Nessa sociedade, o aparelho dá notas às pessoas. O celular cria uma hierarquia. O que não se sabe é que apesar do episódio retratar uma sociedade distópica, criada, irreal, é a nossa sociedade, ou o que seremos muito em breve. O que somos, em um menor nível.
Vivemos na geração da teconologia digital. Nos últimos 100 anos, o que mais fizemos, é expandir nossos conhecimentos nesse campo. O que facilitou quase inteiramente nossas vidas. Passamos a poder ter acesso a tudo que queremos, com apenas alguns cliques. Não conheço tal palavra? Google. Não sei quem é esse? Google. Será que esse animal é perigoso? Google. Temos acesso a tudo, a qualquer hora, em qualquer lugar.
Entretanto, esse tipo de tecnologia é tão viciante quanto de fácil acesso. Um dos maiores maus da atualidade é o vício em aparelhos eletrônicos, também conhecido como nomofobia. Segundo um levantamento de pesquisas, 176 milhões de pessoas no mundo são viciadas em tecnologia, o que é extremamente perigoso. A nomofobia pode causar diversas inconveniências, entre elas: distúrbios psicológicos e de sono, complicações oculares, problemas de postura e até mesmo obesidade, como é tratado no filme Wall-e, onde, devido ao consumismo e ao desenvolvimento de tecnologia, todos se tornam obesos e destroem o planeta Terra, se mudando para um alternativo.
Com isso, podemos concluir que a tecnologia, os aparelhos eletrônicos, apesar de muitas vezes positivos, devem ser utilizados com austeridade, com cuidado, para que assim, não cheguemos ao ponto da sociedade como a de Wall-e ou de Black Mirror.