Vício em tecnologia: seremos dependentes das máquinas?

Enviada em 24/06/2021

Na mitologia grega, Dédalo foi responsável pelas criações, entre elas: “O Labirinto”. Todavia, mesmo com toda sua inteligência, contraditoriamente, viu-se preso em sua própria obra-prima, assim como ocorreu com o homem ao longo de sua história, visto que, através de nossa capacidade intelectual, podemos capacitar de construir diversas máquinas e tecnologias , porém, infelizmente, encontramo-nos reféns delas no cotidiano. Dessa forma, lamentavelmente, podemos também relacionar determinadas negativas a esse processo, como o vício e suas consequências que precisam de ação urgente. Primeiramente, para que se compreenda melhor esta questão entre o homem, máquina e tecnologia, é preciso considerar que ela faz parte da História da Humanidade. Na Revolução Industrial, por exemplo, é possível observar a dependência da sociedade em máquinas a vapor e como a sua utilização afetou não somente à economia, mas também outras áreas sociais, modificando o modo de vida dessas pessoas. Com o passar dos tempos, notamos que os homens construem as máquinas e novas tecnologias que se solidificam até os dias atuais, contudo, muitas delas são usadas de forma excessiva e prejudicial à saúde.

Diante desse contexto de interação em massa entre pessoas e dispositivos tecnológicos, é possível verificar certa subordinação e compulsão no uso dessas ferramentas, que os obrigam a sofrerem várias mazelas, como: a ansiedade e a depressão hodiernamente. Segundo Han, esses induzidas e suas consequências acontecem porque como sociedades mundiais vivem na ideologia e na imposição da necessidade de sermos produtivos constantemente, como ele resultados em sua obra “a Sociedade do Cansaço”. Dessa maneira, precisamos romper com esses ciclos, para que possamos desfrutar a vida e a natureza na sua totalidade sem necessidade de qualquer equipamento eletrônico, como defender os gregos em sua filosofia de vida do “carpe diem”.

Em resumo, “é preciso aprender os erros do passado e do presente, para que eles não aconteçam novamente”, conforme Anne Frank. Desse modo, são requeridas para que a relação com as invenções humanas sejam mais equilibradas e menos negativas. Para tanto, é fundamental o desenvolvimento de projetos governamentais e educacionais que ensinem como pessoas a utilizar esses elementos corretamente e com controle, tanto nas empresas como em outras áreas. É necessário também o despertar da consciência sobre a possibilidade do desenvolvimento desses vícios e como combatê-los através de ajuda psicológica e da maior interação com a natureza, para que possamos nos livrar do labirinto de Dédalo.