Vício em tecnologia: seremos dependentes das máquinas?

Enviada em 24/06/2021

Em um mundo pós revolução industrial com grande avanço tecnológico, científico e econômico, o uso das máquinas é indispensável. Assim, com essa dependência inevitável, o vício em aparelhos como  celular e computador consequentemente ocorre. Desta forma, apesar da necessária presença das máquinas no cotidiano, muitos ultrapassam do proveito saudável e se tornam viciados, o que abre espaço para alteração da subjetividade e a percepção em como o mundo digital pode ser contraditório.

Desta maneira, dado que a tecnologia é algo essencial para o consumo e a produção, seu uso moderado e que beneficia a vida humana para despender menos tempo (uso de máquinas de café em cápsula, agendamento de consultas médicas online, cardápios acessados por QR code, etc) não se torna um problema, mas sim quando há o verdadeiro vício nos aparelhos tecnológicos. Sendo assim, quando a total dependência e impossibilidade de viver sem celular ocorre, a nomofobia se caracteriza, acompanhada também pela fácil irritabilidade e mal-estar devido a abstenção do eletrônico.

Ademais, dado o indispensável relacionamento máquina e humano junto com o contínuo uso tecnológico, há cada vez mais interferência no modo de pensar, estilo de vida e até mesmo no contato com a natureza, o que altera a subjetividade de cada indivíduo. Logo, de acordo com a escritora norte-americana N. Katherine Hayles, a forma como a subjetividade se transforma depende do quanto a pessoa está cercada de tecnologia. Deste modo, um exemplo a ser analisado é a vida rural (geralmente com baixo alcance a internet) e a urbana (alto consumo da tecnologia para praticamente tudo), o que mostra assim que a alteração apenas sucede devido ao grau de conectividade online.

Desta forma, em razão da união do cyberespaço com a realidade, a sociedade passou a ficar conectada 100% do tempo. Com isso, possibilitou a tecnologia exaurir todos, o que força a continuidade do trabalho e acaba com a divisão tarefa e lazer. Assim, apesar de economizar tempo, o mundo virtual é híbrido tanto no espaço quanto no tempo e causa confusão psicológica e diversos outros hábitos ruins, visto que a organização dos compromissos se tornou mais desprendida de regras. Sendo assim, a  internet mostra grande contrariedade, algo que não nos impede de usufruí-la em excesso, dado que muitas vezes aproxima quem está longe e torna capaz esconder a solidão.

Por fim, em razão do grande tempo que as pessoas passam online, cada vez mais novas subjetividades e doenças patológicas como a depressão e a ansiedade surgem. Assim sendo, para preservar a saúde mental e ter melhor controle do tempo que se despende na internet, recomenda-se que  as pessoas comecem a tomar conscientização do tempo gasto, tanto sozinhas quanto auxiliadas por aplicativos de alerta de uso telefônico, para que seja possível a distinção do saudável para o vício.