Vício em tecnologia: seremos dependentes das máquinas?

Enviada em 25/06/2021

O uso exacerbado da tecnologia e seus malefícios.

Com a terceira revolução industrial, a sociedade aprendeu a necessitar mais das máquinas, tendo em vista que, nos dias de hoje a tecnologia está presente na maioria das atividades socioculturais. Com isso, a população passou a consumir e utilizar a tecnologia não só no meio de trabalho, mas também como forma de entretenimento. Desse modo, é debatível o tema e entender quando a dependência passa a ser um vício e os males que isso pode trazer.

Primeiramente, é preciso entender que dependência e vício são diferentes. A dependência é quando se torna necessário para um indivíduo o uso da tecnologia para que algum trabalho seja realizado. Já o vício, é quando o sujeito deixa o convívio social para que fique conectado no digital. No documentário da Netflix ‘’Dilema das Redes’’ é dito que apenas duas indústrias chamam seus clientes de usuários: a de drogas e a de software. Após isso, é apresentada uma citação do professor e estatístico Edward Tufte, onde diz que é categórico comparar o vício das redes com o uso de drogas. Isso é explicado pelo sistema de rolagem, onde o indivíduo fica rolando nas redes sempre em busca de algo novo e recompensador. Assim é eminente que a mídia transforma a tecnologia em vício, e isso pode causar dificuldade na vida dos indivíduos.

Por conseguinte, o uso da tecnologia se torna maléfico aos usuários. Como dito anteriormente, o uso viciado da tecnologia pode se comparar ao vício de drogas, tendo em vista que, a utilização da internet age de uma forma em que doses de dopamina, o neurotransmissor natural da felicidade, sejam descarregadas em seu corpo. Porém, esse pequeno prazeres momentâneos podem acabar dando sérios problemas ao usuário. Pesquisas do UOL mostram que os viciados não controlam seu uso e envolvimento com a vida real e a social. E isso pode acarretar em diversos problemas tanto mentais quanto sociais ao indivíduo, tais como: depressão, ansiedade, TDAH, entre outros. Assim, é notório que o uso exacerbado da tecnologia não é benéfico ao humano.

Com os fatos supracitados, é necessário que as escolas e os pais por meio do diálogo e métodos de ensino, façam com que as crianças e jovens entendam os riscos do vício na tecnologia e que seja necessário outras atividades durante o dia. Também é necessário que sejam tratados os tais viciados com terapias com profissionais competentes para que o vício e seus males não sejam um problema na sociedade.