Vício em tecnologia: seremos dependentes das máquinas?
Enviada em 24/06/2021
Dependentes emocionais ou tecnológicos?
Cada vez mais nos tornamos íntimos das máquinas. Elas estão em nossos bolsos, casas, quartos, às vezes as levamos até para os banheiros. A relação que temos com os aparelhos eletrônicos é semelhante a um relacionamento de dependência afetiva, nos cegando totalmente da inteligência emocional. E para reforçar essa dependência, ainda existe o vício provocado pela sensação de prazer imediato ao usar esses aparelhos, como um smartphone.
Em primeiro lugar, é importante ressaltar que a dependência emocional é um problema muito recorrente, e acontece quando uma pessoa precisa de outra para ficar feliz ou se sentir bem emocionalmente. Em um episódio da série “Black Mirror, Be Right Back”, a personagem principal passa pelo luto da morte do marido e compra uma máquina para ficar no lugar dele, ocupando o espaço da dependência emocional que acontecia entre eles. E os celulares estão reforçando os padrões compulsivos dessa condição, com a possibilidade de falar a qualquer hora com uma pessoa, ver se ela está online ou até mesmo sua localização. Assim, o dependente fica viciado em poder “acessar” a pessoa quando quiser, sendo mais difícil de tratar a condição emocional e de sair do celular, criando um ciclo.
Além disso, um fator que reforça essa dependência é o vício nos prazeres imediatos, fornecidos pelo celular, por meio de vídeos, músicas e todas as outras formas de entretenimento que o consumidor ache prazeroso. Um exemplo preocupante são os likes nas redes sociais, que fazem o cérebro liberar a dopamina, um hormônio ligado a sensação de felicidade e recompensa. Assim, quanto mais likes maior a sensação de recompensa, pois o consumidor se sente validado, tornando-se um vício.
Tendo visto os argumentos apresentados, o necessário a se fazer é a redução de mecanismos como os likes e a possibilidade de ver se uma pessoa está online, por partes das grandes empresas por trás das redes sociais, com o intuito de prevenir o vício entre as pessoas consumidoras dos aparelhos. Além da disponibilidades de psicólogos nas escolas, oferecidas pelo Ministério da Educação (MEC), para o desenvolvimento da inteligência emocional, prevenindo possíveis dependências afetivas, para que possamos estar com os aparelhos em qualquer lugar sem uma relação íntima e afetiva com esses.