Vício em tecnologia: seremos dependentes das máquinas?

Enviada em 14/07/2021

Desde a Revolução Industrial, as tecnologias se aprimoram em ritmo crescente, trazendo avanços importantes para o desenvolvimento social e espacial, e sem previsão de desacelerar. Em contramão, os impactos desse desenvolvimento exacerbado na mente humana nem sempre são positivos, havendo casos nos quais não há o uso saudável desses meios, ocasionando transtornos de personalidade. Nesse sentido, o maior apoio familiar e o investimento em pesquisas nessa nova área servirão como soluções para amenizar essa nova problemática que é o vício em tecnologia.

Em primeiro lugar, ter a familiar como via primária na perceção do diagnóstico dessa condição, principalmente nos pacientes jovens, é essencial uma vez que podem garantir a vantagem de ser realizado no inicio da condição, no qual ambos o tratamento e as disfunções comportamentais são mais amenas. Assim, ao contrário dos casos que o paciente é dependente químico, o vicio cibernético é muitas vezes imperceptível por aqueles ao redor do individuo, seja pelo fato de não saírem de casa ou por passarem a ter habilidades sociais degradadas. Consequentemente, percebe-se como esse apoio do núcleo familiar é beneficente por fazer índices de vícios severos e dependência emocional profunda serem raros e os resultados mais eficazes.

Além disso, outro fator importante é o investimento em pesquisas referentes às causas desses distúrbios no jovem contemporâneo, visto que a partir do conhecimento sobre o funcionamento do vicio as soluções para ele serão mais viáveis. Diante disso, ao contrário da tese de Parmênides de que o ser é imutável, o tratamento será efetivado mais vezes e os que sofrem deste mal podiam mudar e aprimorar seus comportamentos, que antes eram ruins para eles e os outros ao seu redor. Com isso, estará próximo a estabilidade de ocorrências desses casos.

Portanto, a fim de garantir as soluções propostas, medidas têm de ser tomadas. Logo, o Ministério da Saúde em associação a instituições de ensino devem desenvolver programações e palestras as quais envolvam todo o núcleo familiar com o objetivo de dialogar sobre as indicações relativas ao uso de eletrônicos pelos infantos ocasionando no melhor controle e diagnóstico de disfunções emocionais no estudante. Somado a isso, é necessário investir na contratação de profissionais qualificados como psicólogos e distribui-los em unidades escolares com finalidade de observarem e analisarem o comportamento do jovem que nasceu já inserido no ambiente tecnológico em relação ao vício e problemas comportamentais. Para que assim, essa problemática não seja mais um impasse no desenvolvimento do cidadão contemporâneo.