Vício em tecnologia: seremos dependentes das máquinas?
Enviada em 15/07/2021
Conforme apregoou Umberto Eco, filósofo italiano: “o excesso é a causa dos grandes problemas na sociedade”. Diante dessa perspectiva, no que tange ao uso dos “smartphones”, a utilização descomedida desses aparelhos gera, por conseguinte, diversos problemas na saúde e comportamento dos seus usuários. Desse modo, torna-se imprescindível agir, inadiavelmente, para amenizar as consequências do uso excessivo tecnológico, que compromete de forma grave a homeostase dos organismos humanos.
Em primeiro lugar, é relevante abordar que a Terceira Revolução Industrial promoveu a produção de itens digitais em larga escala. Nesse contexto, as fábricas induzem os indivíduos a adquirirem aparelhos celulares com numerosas funções atrativas para o uso diário. Prova disso, pesquisa divulgada pela USP, de 20.000 brasileiros entrevistados, 40% deles estão viciados em seus telefones, devido às atividades como: redes sociais, ligações e aplicativos de entretenimento. Logo, é irrefutável a necessidade de ações educativas, promovidas pelo Poder Público, com foco no combate ao vício causado pelo manuseio extremo do celular.
Ademais, vale ressaltar que inúmeras disfunções biológicas são provenientes do uso prolongado destes dispositivos móveis. Nesse sentido, como divulgado pela OMS, a má postura dos usuários, o movimento repetitivo das mãos e a falta de atividade física inerente ao uso do telefone, ocasionam os graves problemas ortopédicos, a tendinite e a obesidade. Outrossim, há os distúrbios do sono entre jovens, consequentes da luz emitida através da tela que diminui o nível de melatonina, hormônio do sono. Sendo assim, é preciso estimular projetos que visem à criação de limites para o uso do celular, como o método terapêutico “Detox Digital”, com o intuito de coibir tais comorbidades.
Dessa forma, fica clara a necessidade de um plano de ação intersetorial que aja na direção do uso moderado dos “smartphones”. Portanto, o Ministério da Saúde, aliado à Mídia, deve promover campanhas publicitárias, por meio das redes sociais - como Instagram e Twitter - e televisão, acerca dos prejuízos psicológicos e físicos gerados pelo abuso dos celulares, a fim de preservar a saúde e a integridade física dos cidadãos. Com isso feito, os brasileiros obterão o tão necessário equilíbrio tecnológico.