Vício em tecnologia: seremos dependentes das máquinas?

Enviada em 24/07/2021

Na continuação da série Gossip Girl, um novo personagem surge para expor os segredos da elite juvenil de Nova York. Porém, mesmo com os negativos frutos das exposições na internet, a nova protagonista, Julien, e suas amigas, são dependentes da era tecnológica e a usa para manter suas posições hierárquicas dentro da cidade. Embora a série seja uma obra ficcional, uma parcela desta ficção vivida por Julien persiste entre a população brasileira, uma vez que o vício das máquinas cresce gradativamente dentro do corpo social. Nesse sentido, para entender as melhores formas de combater este malefício, é imprescindível ir até as raízes do problema.

A princípio, os prazeres instantâneos que a nova indústria tecnológica promove é um dos principais responsáveis por esse cenário. Sob a ótica do filósofo Zygmunt Bauman, a sociedade é massivamente imediatista, tendendo a pensar somente no presente, sem questionar as consequências futuras. Desse modo, contrariando um dos princípios dos aparelhos digitais, ferramenta criada para o aprendizado, tal tecnologia provoca a idealização de uma vida paralela e perfeita para os usuários e, assim, dando a estes um lugar de pertencimento para se refugiar. Entretanto, o uso acentuado dos telefones e computadores e a falta de conhecimentos das sequelas deixada pelo seu uso é nítida, pois, uma pesquisa feita pela SecurEnvoy diz que, 66% da população sofre de nomofobia, ou seja, com o uso descontrolado dos telefones, humanos desenvolveram crises do pânico ao ficarem sem o celular e, desta maneira, comprovaram a análise do filósofo Zygmunt Bauman.

Outro fator a ser mencionado é a lacuna familiar, na qual faz-se ser um proveniente dificultador. Conforme menciona o psicanalista Erik Erikson, o desenvolvimento psicossocial do ser humano depende das interações que ele mantém com outras pessoas. Sendo assim, o primeiro núcleo social das crianças, a família, tem como dever nato educá-los com diálogos desde pequenos sobre as lesões, como a ansiedade e o déficit de atenção, que a excessiva utilização tecnológica pode ocasionar. Todavia, observa-se que os parentes colaboram para a ascensão  de tais danos quando, uma pesquisa feita pela revista Highlights, mostrou que 51% do distanciamento familiar é culpa das máquinas, logo, ao contrário da sua obrigação congênita, a família favorece o aumento do mal estar populacional.

Portanto, medidas são necessárias para resolver o problema discutido. Urge a ação de campanhas em massa, por meio de verbas governamentais, feita pelo Ministério da Educação e Cultura, com o intuito de conscientizar os familiares dos prejuízos gerados pelo acesso constante ao meio tecnológico, além de divulgar formas de instruir a nova geração para cuidar da saúde pública. Espera-se que com isso, a realidade brasileira se distingue progressivamente da série norte americana Gossip Girls.